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domingo, 30 de setembro de 2012

“Divórcio com Ódio” - “Divórcio com Amor”


Agápē (en griego ἀγάπη) é o termo grego para descrever um tipo de amor incondicional e reflexivo, no qual o amante apenas tem em conta o bem do ser amado. Alguns filósofos gregos do tempo de Platão utilizaram o termo para designar, por contraposição ao amor pessoal, o amor universal, entendido como amor à verdade ou à humanidade.

Agápē é amor, é o desafio da pessoa espiritual de "amar os seus inimigos", o "amar sem recompensa". É um amor que flui até aos demais em forma de compaixão, bondade, ternura, e entrega caritativa. [Nota: A caridade nem sempre implica dar coisas materiais. Dar atenção pode ser mais significativo que dar dinheiro ou bens materiais.]
O que Buda Ensinou:
1. Espalhe amor e benevolência universal, sem limite nem discriminação, a todos os seres viventes;
2. Tenha Compaixão por todos os seres vivos que sofrem, padecem de tribulações e estão aflitos;
3. Empatia, felicidade pela felicidade dos demais; e
4. Equanimidade perante todas as vicissitudes da vida.

A expressão de vacuidade é Amor, porque vacuidade significa "vazio de eu". Quando não há eu, não há o outro. Esta dualidade é criada pela ideia de eu, de Ego. Quando não há eu, há unidade, comunhão. E sem o pensamento de "eu amo alguém", o Amor converte-se na expressão natural dessa unidade. Lembre-se que toda a censura do que você viver como o outro, no mais profundo é uma censura de você próprio.



Qual é o papel do Amor na filosofia Advaita? Para responder a esta pergunta  temos que distinguir entre o que o mundo pensa o que é o Amor, e o Amor como o vê, realmente, o sábio. Segundo o sábio, Amor é um termo que pode ser usado para descrever a Consciência expressando-se a si mesma como manifestação, por exemplo: uma nova experiência, realizada pelo Dr. Dean Radin, sugere que não existe uma realidade independente da sua observação. Aparentemente a consciência actua nas partículas subatómicas, modificando os seus estados quânticos.

A palavra Amor, como é geralmente entendida, denota separação, enquanto que nas relações não-objectivas não amamos os outros, SOMOS os outros. (Por tal motivo somos conscientes dos efeitos profundos do que chamamos divórcio com Ódio).
A presença da separação é a ausência de Amor, e a presença de Amor é a ausência de separação.

Somente quando chegas à mais profunda convicção de que a mesma vida flui através de tudo, e que tu ÉS essa vida, podes começar a amar natural e espontaneamente.

Tudo emana do silêncio e do amor incondicional. (Coerência Fractal Universal).

Nisargadatta Maharaj disse ,"Quando todas as falsas auto-identificações são rejeitadas, o que fica é o Amor Universal." (Há que ir mais além da mente).
Ramesh diz que é mais correcto chamar ao Amor "harmonia" ou "bem-aventurança" e que o sentimento de fazer algo por alguém sem esperar nada em troca, poderia chamar-se Amor-libertador.

O amor só existe sem objecto. O amor é o amor do não-objecto pelo não-objecto. Um objecto coloca vestimentas ao Amor, coloca véus sobre ele. O que amamos numa pessoa não é o corpo físico nem os pensamentos, mas sim a presença consciente do que temos em comum com ele ou ela, o Ser, o não-objecto. O véu pode exercer um poder temporal de atracção, mas apenas o verdadeiro Ser que permanece oculto, pode trazer-nos o que buscamos. 
Não amamos o outro, amamos o amor no outro, isto não significa que temos que nos afastar do outro para nos dirigirmos a Deus, o não-objecto, mas sim que vemos o outro como uma expressão do Amor. As relações com o nosso companheiro, filho ou filha, forasteiro ou estrangeiro, tomam, portanto, outra dimensão. A vida quotidiana converte-se num campo de conhecimento que é sempre novo. Se nos aproximarmos do outro como potencial de consciência divina, a força de Deus remove-nos a máscara, fazendo com que se dê um milagre. E o milagre é o sorriso de Deus. (Felicidade Plena).

Que diferença há entre o amor não-dualista e o amor dualista? O amor não-dualista não é uma emoção, e sim algo que transcende todas as emoções, sendo sempre incondicional porque não reconhece a mudança, e é impessoal porque não reconhece a pessoa. O ser não-dualista, não tem oposto e transcende todos os objectos, sendo que desta forma não pode dirigir-se a nenhum objecto.

Por outro lado, uma vez que a percepção de separação é a característica peculiar da ignorância espiritual, o amor dualista baseia-se nos opostos desejo/medo. Envolve sempre o apego aos objectos do amor (por exemplo, o amante), fazendo com que o sofrimento seja inevitável quando as circunstâncias, tais como a mudança ou desaparecimento do objecto do amor, tornam necessário desapegar-se dele. Sendo a metade da dualidade amor/ódio, o amor dualista facilmente altera o ódio. É muito pessoal e pode adoptar a forma de prazer, plenitude, alegria, desejo, solidão, ciúme, possessão, culpabilidade, responsabilidade, necessidade, identificação, subjugação, ou submissão. É como uma emoção ou sentimento que se sente ao mesmo tempo que se percebe a separação, que se encontra num âmbito totalmente diferente do amor não-dualista. No entanto, uma vez que o amor não-dualista é a base de tudo na manifestação, inclusive o amor dualista, participa dele, mantendo-se em grande parte inconsciente dele, é reconhecido de imediato como absoluta intimidade e ternura. É, ao mesmo tempo, o centro de nosso Ser e do Mundo. Esta presença é Amor.

Há alguma condição especial antes de que esta qualidade de autêntico amor e compaixão se revele? A condição é o desaparecimento, temporal ou definitiva, da ideia de um 'eu' separado, não podendo ser, este desaparecimento, o resultado de uma acção realizada por este 'eu'. O amor voa com as suas próprias asas e não conhece leis, dando-se o aparecimento da graça que nos arranca da hipnose da separação. A libertação surge com a própria liberdade  Mas, não se deve daí concluir que todo o acto e prática que tente estabelecer-nos no amor seja inútil. Esta decisão limitar-nos-ia à estupidez intelectual. O anseio pelo amor vem do amor, e não do ego separado. Pelo contrário, temos que entregar-nos a tudo o que nos leva ao Amor. Nesta entrega descobrimos a verdadeira vida, a paz interior que sempre procurámos.

No ensino não-dual, tanto as emoções "negativas" como as "positivas" são de Deus. Luz e escuridão são ambas Deus. Quando a luz ilumina a escuridão, é Deus iluminando Deus. Quando inundamos os outros com a Luz do nosso próprio coração, chegamos a ser conscientes da nossa própria Luz e a Luz dos demais, e as fronteiras artificiais entre o "eu" e o "não-eu" tornam-se menos claras.

No Essencial nunca há separação, é na identificação com maya (mente ilusória) donde erroneamente percebemos e identificamos a separação. Por este motivo quando nos apegamos e retroalimentamos a mente negativa, cometemos o erro do divórcio com Ódio.
OM TAT SAT

domingo, 19 de agosto de 2012

QUÂNTICA E FILOSOFIA

A Teoria da Relatividade geral faz uma reinterpretação inclusiva da gravidade e da estructura macroscópica do Universo em toda a sua extensão (um com 24 zeros). A Física Quântica dedica-se a explicar o funcionamiento do mundo das partículas e subpartículas de uma milionésima de milionésima de centímetro (os quarks, protões, electrões, neutrões, etc). 

Como se poderia combinar estas duas magnitudes, o ilimitadamente grande e o ilimitadamente pequeno? Estar consciente do ABSOLUTO.

Agora, se se parte da hipótese de que o Universo não é totalmente caótico e arbitrário, mas sim regido por leis que mantêm a sua dinâmica e a  sua harmonia apesar das incertezas de índole quântica, então
dever-se-ia  descobrir a fórmula secreta dessa incomensurável Unidade. 

Mas, existe alguma base científica que permita à ciencia buscar uma Teoria do Todo? Os cientistas estão a investigar umas pistas que podem levar a respostas positivas: a energia do vazio quântico, a teoria especial da relatividade (de Einstein, 1905), a chamada Teoria-M (teoria Mater/Mãe), a constante cosmológica, as novas contribuções da biologia e a teoria das quatro energias fundamentais.

      “TUDO É Em FUNÇÃO DO OBSERVADOR”

EXPERIÊNCIA COM ADN

• Uma experiência foi realizada pelo Instituto Heart Math, na qual se obteve o ADN de placenta humana (a forma mais prístina do ADN) e foi colocado num recipiente onde se podiam medir as alterações do mesmo. Foram distribuídas 28 amostras em tubos de ensaio ao mesmo número de investigadores previamente treinados. 

• Cada investigador havia sido treinado para gerar e EMITIR sentimentos, e cada um deles podia ter fortes emoções. O que se descobriu foi que o ADN alterou de aspecto consoante os sentimentos dos investigadores. O observador influencia o observado … É assim nos estudos de doenças auto-imunes? 

   1. Quando os investigadores sentiram gratidão, amor e apreço, o ADN respondeu RELAXANDO-SE e os seus filamentos estendendo-se, o ADN tornava-se assim mais largo.

    2. Quando os investigadores SENTIRAM raiva, medo ou stress, o ADN respondeu APERTANDO-SE, tornando-se assim mais curto e APAGOU muitos dos códigos. 

• Alguma vez você já se sentiu "descarregado" por emoções negativas? Agora sabemos porque é que os nossos corpos também se descarregam…!

Estamos acostumados a pensar que o nosso coração bate sempre ao mesmo ritmo uniforme. Mas, em realidade não é assim. Se o coração está são apresenta uma saudável variabilidade, precisamente chamada “Variabilidade cardíaca” (VC). É uma resposta da saúde do nosso corpo, uma vez que permite responder com flexibilidade às variações do ambiente. Uma baixa variabilidade pode prever futuros problemas de saúde.

A VC depende dos dois ramos do Sistema Nervoso Autónomo, o Simpático (responsável pela activação) e o Parassimpático (relaxamento), os quais ao actuarem em sinergia, permitem uma boa adaptação às mudanças das condições ambientais.
Os factores que influenciam a nossa VC incluem: os padões de respiração, os nossos pensamentos e, fundamentalmente, as nossas emoções. Por exemplo, a ansiedade, a raiva e a frustração produzem um traçado irregular e com forma de picos, ao que chamamos um ritmo cardíaco incoerente.

Pelo contrário, as emoções positivas enviam a todo o corpo um sinal muito diferente. O apreço, a gratitude, o amor, a calma, produzem um traçado sinusoidal produzindo um ritmo cardíaco coerente. Neste caso, os dois ramos de nosso sistema Nervoso Autónomo funcionam harmonicamente, fazendo com que o nosso corpo trabalhe eficientemente e em harmonia.

Lembre-se: "Tudo é Um". Esta é a proposta do Advaita. Uma proposta baseada na experiência directa, mais além de todo o conceito, ideia, pensamento ou estado mental, mais além da dualidade. Os Upanishad, que essencialmente são um convite à sabedoria ou à experiência da realidade última, expressa-o contundentemente, numa das grandes frases, afirmações ou mahâ-vâkya: "Tu és Isso" (Tat tvam asi).

"O imanifestado não tem nome, todos os nomes referem-se ao manifestado. É inútil buscar nas palavras o que está mais além delas". "Encontre-se a Si mesmo, pois ao encontrar-se, Tudo encontras".

"Simplesmente, abandona a ideia de que deves fazer ou alcançar algo. Isso é tudo o que tens que fazer"

"Tudo o que é, é Consciência – ninguém leva a cabo nenhuma acção. Nada sucede se não for da vontade da Fonte ou Consciência que se vê reflectida, dentro da qual, o funcionamento da manifestação ocorre."

“Os verdadeiros Mestres não andam à caça de discípulos… Para quê vocês necessitam de ouvidos que não podem compreender?…”

“Na terceira dimensão de consciência sempre se pensará que há apenas uma e só uma realidade. Aí estará a psicose da escassez, a competência, a busca de prosélitos para “mudar” o mundo, a violência e as guerras… Esse “outro mundo” já existe, mas todavía não o vês…”

“Há um tipo de percepção especial, há um tipo de cognição onde o sentido do tempo e  sentido de espação se fragmentam. E passa algo similar ao que ocorre com os fotões. Na Física Quântica e devido ao Princípio de Incerteza de Heisenberg, um fotão ou uma partícula subatómica, antes de ser detectada, essa partícula pode estar no passado, no futuro ou no presente, essa partícula pode estar em todas as partes, em todos os lugares do Universo.”

“Viver é nascer a cada instante”.


Eric Fromm afirmava que ”O nascimento não é um acto, é um processo”. Através dele, viver é estar disposto a renovar as raízes da existência em cada momento: experimentar a plenitude do instante, sem renunciar a realidade transformada, desde a dimensão projectiva da existência humana.

Há duas maneiras de difundir a luz, ser a lâmpada que a emite, ou o espelho que a reflecte".  
Lin Yutang
OM TAT SAT

sábado, 27 de agosto de 2011

QUEM SOFRE?


Sinto o sofrimento formar parte de mim, sinto-o desde o dia em que nasci, e inclusive antes. Sofro fisicamente-emocionalmente-mentalmente, nunca me senti feliz. Minha mãe costumava dizer  que quando ficou grávida de mim, viveu um processo muito doloroso e durante  o parto surgiram muitas complicações e aí o seu sofrimento foi-me transmitido, o qual percebi intensamente na minha memória celular.


Porque sofro tanto? Se eu não fiz nenhum mal nesta vida. Pode estar relacionado o meu sofrimento com o que fiz (Karma) em outras vidas?.
Experimentas sofrimento nesta vida e perguntas se a causa dessa vida tem conexão com uma vida anterior, e assim sucessivamente. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Com esta atitude e interrogatório não há fim à série causal. Certifica-te que todas as vidas fenoménicas (Samsara) têm a sua causa primordial em Maya (Ignorância-apego).

 

Essa ignorância é eliminada mediante a Auto-indagação (Filosofia Vedanta Advaita). Os sábios “Advaita” (não-dualidade), sustêm que se pode alcançar a Consciência permanente do Atman (Essência), meramente ao livrar-se da ideia de que existe um ser individual que actua através do corpo e da mente.
Este sofrimento afecta-te enquanto dormes? Não!   
       
Qual é a diferença real entre o homem desperto que sofre e o mesmo homem que quando  dorme deixa as preocupações e não sofre?  Se, continuas a ser a mesma pessoa, pois então seguramente essas preocupações não te pertencem. Tu és erroneamente responsável se assumes que te pertencem (Maya-Ego).

O ciclo diurno na pessoa que sofre, é dominado pela mente (condicionamento aprendido) e devido ao apego mental (ego), sofre.  No ciclo nocturno abre-se a conexão do subconsciente no Atman (Essência Eterna) e pela Intuição no “Eu sou o que sou”  libertamo-nos do apego ao sofrimento.

OM TAT SAT

quarta-feira, 2 de março de 2011

Filosofia Advaita

"Eu sustento que a Verdade é uma terra sem caminhos. A Verdade, ao ser ilimitada, incondicionada, inatingível por qualquer tipo de estrada, não pode ser organizada.
A crença é uma questão puramente individual, que se for organizada tornar-se-á em algo morto, ficará cristalizada, tornar-se-á uma seita, uma religião para ser imposta aos demais. "
Krishnamurti
Buscamos fora e acudimos a sistemas organizados, porque não Somos. Ser é a Natureza Essencial e é Eterno e Absoluto. Não pode ser descrito com palavras, tem de ser vivido.
Os sábios declaram que Deus é omnisciente apenas para aqueles que, por própria ignorância, se consideram ignorantes.  
Mas quando alguém alcança e vive tal como é realmente, descobre de Deus que não conhece nada, porque sua Natureza é o Todo eternamente real, além de que não há nada que saber. É a mente (ego) que quer saber, o Ser é "Aqui e Agora".
O Conhecimento e o Atman são idênticos. Enquanto mantiver o conceito de dualidade, buscará fora, a verdade como algo distinto a si. No entanto, os sábios ensinam a verdade evocê a experimenta em si mesmo.
Ele é a aceitação consciente de que Deus actua através .... "Nós não somos o Criador" intuição real consciente de Deus para o "Eu", “ é Deus ". Quando excesso de Mente(pensamento condicionado), dificulta-se a manifestação de Atman.
A energia vibracional flui e ao conectar-se com a Mente/Emoção do destinatário e este se encontrar alterado, a resposta é sempre limitada. Por este motivo, é vital "a atitude do receptor”É importante saber que quando se vibra conscientemente em Atman, experimenta-se o estado de comunhão fractal Brahma (Absoluto).
"Aqui e Agora ", se se afasta da sua verdadeira Natureza (Atman) e deixa a mente guiar as suas percepções, pode ser que veja flashes luminosos ou ouça sons extraordinários, ou que considere visões reais, anjos ou deuses (apreendidos no teu interior ou fora dele).
Não se esqueça da sua  Natureza Fractal Holográfica, precisa de transcender e viver o apego de Maya / Ilusão.
A sua verdadeira Natureza é In-formação Fractal Holográfica. Sinta como fluem os elementos do Universo e no seu Interior do qual faz parte e toma consciência da ilusão(Maya) das manifestações.
O prazer ou o sofrimento, não são mais que aspectos da mente. A nossa Natureza essencial é a Felicidade, mas no entanto esquecemo-nos de quem Somos e imaginamos que o corpo ou a mente são o Atman.

OM TAT SAT
Felipe Santiago