sábado, 25 de junho de 2011

LIBERTAÇÃO DO MEDO DA MORTE

Como posso libertar-me do medo da morte? 

Quando sentimos esse medo? Sentimo-lo somente quando estamos completamente “despertos” e nos apegamos às manifestações daquilo que chamamos mundo, incluindo o corpo. 
Se te libertas da percepção mental do que se manifesta, ao qual habitualmente o teu ego se apega, e permaneces na experiência no teu próprio Atman, como dormir sem sonhos, não há medo algum que te possa afectar. 

O homem encanta-se com a existência consciente porque é “Consciência Eterna”, a qual é o seu próprio Atman. Pois então, porque não agarrar-se agora mesmo a essa “Consciência Pura”, estando no corpo, e liberar-se assim de todos os medos.

OM TAT SAT

CONTOS FORA DE PORTAS

No próximo dia 2 de Julho, irá ter no lugar nas imediações do Parque da Cidade, uma Sessão de Contos, que visa promover momentos lúdicos, através da promoção do livro e da leitura. Escolhemos este local pois apesar de fechado, o Parque continua a encher as ruas de oxigénio e a servir de abrigo à enorme quantidade de seres que o habitam, mas tem passado por momentos difíceis, longe do riso das crianças, dos beijos dos namorados, do barulho das rodas das bicicletas e skates e dos passos mais demorados dos anciãos.


Palavras que voam, do lado de cá das grades,
junto à Igreja dos Terceiros.

APARECE ... traz 1, 2, 3 ou + amigos ... pretende-se que seja um momento em que os miúdos e graúdos  interajam com o contador de histórias.

Para esta actividade é mesmo indispensável a tua participação!!

Sabendo que um livro pode ser um instrumento poderoso no desenvolvimento da imaginação e formação das crianças, assim como a imaginação dos adultos que durante a sessão se deixam levar pela magia do momento, convidamo-lo a participar neste "Voo" programado de Palavras!!

domingo, 19 de junho de 2011

VEGETARIANISMO E A NÃO-VIOLÊNCIA

Um pequeno vídeo que demonstra a importância das opções que tomamos no dia a dia para o futuro do Planeta.

Um projeto de NonviolenceUnited.org
Este é um vídeo construtivo que explica como podemos nos tornar mais conectados com os animais, a terra, o ar e sistemas de água, e tomar medidas contra a mudança climática global, para a sobrevivência de todo o Planeta .

domingo, 12 de junho de 2011

AUTO-INDAGAÇÃO

Quando sei que “Eu Sou”

O que somos não pode ser definido com palavras… SER é uma experiência autêntica em cada individualidade.
O ABSOLUTO - o que somos não pode ser explicado, há de ser experimentado - vivido – CONSCIÊNCIA.
O ABSOLUTO – “Eu Sou o que Sou” manifesta-se na Consciência, (experiência de SER).
Existe quando se possibilita a criação da MENTE (condicionante permanente aprendido).
Realidade que não é Verdade, pois a mente é criadora do Ego, o qual por sua vez se identifica com a ignorância, (apego e desejo daquilo que não é).
Assim, cada manifestação individual identifica-se com umas tendências limitadoras concretas e é em função disso que criamos a própria realidade.

Liberta-te do erroneamente aprendido, pois existe uma grande possibilidade de Ser.

Quando sei que “Eu Sou o que Sou”
Quando já não surge a ideia de que “este Sou”, “esse Sou”,  o “Eu Sou” não se afirma a si mesmo, consistindo em ver o falso como falso e rejeitá-lo. É inútil buscar o “Eu Sou” quando a mente está identificada em MAYA (Ignorância). Antes que se manifeste nela o “Eu Sou” deve ser totalmente purgada do falso.

A educação, as crenças, os dogmas nesta vida, possibilitam Oscuridade-Ignorância na Existência.
Dizemos: somos seres do Planeta Terra, quando na realidade seria mais correcto dizer o Planeta Água. Recorda que o Planeta esta composto de uns 70% de água e uns 30% de Terra.
O trabalho desinteressado e feito com Amor… é Harmonia Eterna. É igual que a Natureza, criando os formosos jardins existentes no Planeta.

Esta atitude consciente manifesta a Consciência da Verdade, “Eu Sou o que Sou”.
Que ajuda necessita para se conhecer a si mesmo? As pessoas querem ver no Atman algo novo, mas é algo eterno e sempre seguirá sendo o mesmo. Apenas é o que é. É impossível defini-lo. A melhor definição é “Eu Sou o que Sou”

OM TAT SAT

domingo, 22 de maio de 2011

A LIBERTAÇÃO

Ser libertado em vida (jivamutka) - é Aquele que ao realizar a própria identidade com o ABSOLUTO, se dissolve na Beatitude não-dual da pura Consciência do ABSOLUTO, e que para Ele é a Consciência que tudo abarca, não havendo regresso à existência individualizada.
Cada um e todos são iguais para mim. A mesma Consciência (Chit) aparece como o Ser (Sat) e como felicidade (Ananda). Chit em movimento É Ananda e Chit sem movimento é Ser.
A Consciência é um sem igual porque tal é a sua Natureza: a dualidade e a unidade são sempre objecto para a Testemunha. Portanto, é por ignorância que, esquecendo ser  Ele mesmo o ABSOLUTO, se auto-identifica (graças ao simples reflexo dessa Consciência) e emerge como autoconsciência, isto é, como individualidade, ou seja como entidade infinitesimal contraposta à Totalidade e com aparência separada da mesma: por outras  palavras, parece a serpente (Maya-Ignorância). Exemplo: assim, por ignorância uma corda no escuro pode parecer uma serpente, da mesma forma o Atman aparece como Jiva (individualidade), devido à ignorância acerca  da própria natureza do Atman. No entanto, quando se corrige o  erro de afirmar a naturaleza de ilusão da serpente, reconhece-se que se trata de uma corda. Assim, quando digo que não possuo corpo, compreendo que não sou um Jiva, mas sim: ” Eu sou o que Sou”.
No entanto, como uma palavra é suficiente para tornar claro ao caminhante que a serpente é na realidade uma corda, o mesmo sucede com o homem, quando subsistem nele a qualificação e aspiração necessárias, bastando que escute a Instrução necessária para que desperte ao connhecimento íntimo e profundo de ser el Ele mesmo.

Recorda que a linguagem é uma ferramenta mental e só funciona com opostos.
A não-distinção fala em silêncio. As palavras implicam distinções. O inmanisfestado (Nirguna) não tem nome, todos os nomes referem-se ao manifestado (Saguna). De nada serve lutar com as palavras para expressar o que está para lá das mesmas.
Quando aquele que procura, aprende a não ser corpo, a não ter pais, mulher, filhos, bens, nem mestres ou discípulos, quando aprenda a não estar verdadeiramente imerso no curso dos acontecimentos, mas sim ser testemunha dos mesmos, a sua autoconsciência auto-reconhecer-se-á espontaneamente, para lá  de tudo aquilo que é uma relativo-aparência, dissolvendo-se no ABSOLUTO.

Desta forma, a auto-indagação sobre “Eu sou o Absoluto” praticado ininterruptamente destrói os movimentos projectados pela “mente” e gerados pela ignorância, assim como um remédio transforma e  auto-cura as enfermidades.

O Atman é uno, beatitude indivisível, eterno, sempre idêntico a SI mesmo, enquanto que os seus reflexos são fenómenos interactivos.
Grandes filósofos do Vedanta, explicam aos principiantes o princípio da criação do mundo, enquanto que, para os alunos avançados propõe-se o princípio da não-criação.
Não existe, nem dissolução nem criação. Ninguém em escravidão nem niniguém a realizar prácticas espirituais. Não existe desejo algum de libertação, nem ninguém libertado. Esta é a “Verdade Absoluta”.

A doutrina Ajata (Vedanta) diz: “Não existe nada, excepto a realidade única. Não há nascimento nem morte, nem projecção nem retracção, nem buscador, nem escravidão, nem libertação. Somente existe a Unidade Única”.

De onde foste criado? No Atman ou no Ego. O Essencial é igual fora e dentro. A Essência é Deus em manifestação humana e simultaneamente, também é o Atman no coração de todo buscador.
OM TAT SAT