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terça-feira, 9 de julho de 2013

ECOS da ALMA

Viver em aquietamento mental, facilita a libertação da criação ilusória,(Maya-Ignorância) dum mundo que erroneamente percebemos e experimentamos como algo separado da sua Essência (Dualidade).
Geralmente falamos de mudança das coisas, buscamos a chamada mudança interior e em algum de nós, também surge o desejo de querer mudar o mundo. Com que facilidade nos esquecemos que “Aquilo que sempre É”, é Eterno, e como tal não é sujeito a mudanças.
As mudanças são produzidas na mente (Maya-Ilusão). O mundo manifestando-se separado, é uma criação na mente. Somos Unidade Fractal Holográfica em interconexão eterna, por isso não procures mais fora, sê apenas consciente em Atman. Verdadeiro “Eu sou o que Sou” sempre presente e sempre o estamos a experimentar, mas apenas se alcança ao tomar autêntica consciência d’ Ele quando se interrompem as tendências auto-limitadoras da Mente.
No Atman não existem sujeitos nem objectos, mas apenas a percepção de ser, e uma vez que se trata de uma percepção consciente também se denomina Consciência.
OM TAT SAT - RAMALA SHIVA

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A NÃO CRIAÇÃO

Os Vedas (livros sagrados) dizem que a primeira coisa que criada foi o Éter, em outros livros sagrados lemos que foi a energia Vital, o Prana, e ainda em outros, a Água.

Sabemos que cada sábio da antiguidade percebeu distintos aspectos da Verdade em diferentes épocas e que cada um deles ressaltou o seu ponto de vista particular.
Então, surge a seguinte questão: Porque te preocupas com as suas declarações contraditórias?
Lembra que, o objetivo essencial dos Vedas é possibilitar-nos a percepção da natureza do Atman, imperecível e ensinar-nos que isso é o que nós somos.
É importante observar que os ensinamentos dos Vedas, servem como explicações para aqueles que vivem identificados a Maya-Ilusão e sentem a necessidade de voltar à génese das coisas.

Convém recordar que aquilo que percebemos e chamamos mundo, aparece quando existimos identificados com a Mente, quando acordamos a cada dia. É evidente que o mundo é criado pelos pensamentos. Os pensamentos são projecções que criam Maya-Ilusão.
Inicialmente, o pensamento cria a identificação chamada “eu egóico” e depois o mundo que pensa que o rodeia. O mundo cria o  “Eu”, o qual por sua vez surge do Atman.
Resolvemos o mistério da criação do mundo quando resolvemos o mistério da criação do “Eu” Por isso, o que verdadeiramente nos liberta, é descobrir o nosso próprio Atman.

Quem é aquele que pergunta sobre “a existência do mundo”? Aquele que pergunta é quem debv estabelecer a relação entre o mundo e ele mesmo. Devemos saber admitir que o mundo é uma criação da nossa mente (Maya-Ilusão). Um exemplo: a quantidade de informação que chega ao cérebro proveniente dos órgãos dos sentidos é de 11 milhões de bits por segundo, mas a capacidade de informação da nossa consciência não ultrapassa os 45 bits por segundo.
Isto significa que a grande maioria da nossa actividade cerebral é inconsciente. No entanto, o chamado eu consciente pensa que tudo o que sucede está debaixo da iluminação da consciência. Da mesma forma que não se pôde constatar a existência desse eu, em nenhuma parte do cérebro, é muito provável que a liberdade seja também uma ilusão, uma construção cerebral, uma vez que essa liberdade está ligada ao consciente.

Outra investigação a ter em conta sobre o livre albítrio: as experiências realizadas por um neurocientífico californiano, Benjamín Libet, levaram-no a concluir que a impressão subjectiva da liberdade de acção não era a causa desta acção, mas sim a sua consequência. Por outras palavras: concluiu que nas suas experiências se mostrava claramente que o cérebro é posto em movimento, quando o sujeito de experimentação realizava o movimento voluntário de um dedo, nada menos que 500 milissegundos (meio segundo) antes de que o sujeito informasse da sua decisão de mover o dedo e 700 milissegundos antes do movimento. Como resultado: tanto o movimento como a impressão subjectiva dependiam de uma actividade cerebral que é muito anterior no tempo e completamente inconsciente. Estas experiências repetiram-se várias vezes em outros laboratórios produzindo sempre os mesmos resultados.

Estas experiências voltaram a ser confirmadas em Leipzig, mas agora a actividade cerebral nos lóbulos frontais elevou-se para 10 segundos antes de que o movimento tivera lugar.

Marvin Minsky, um dos pioneiros da inteligência artificial opina: “Nenhum de nós pensa que o que fazemos depende de processos que não conhecemos. Preferimos atribuir as nossas escolhas à vontade, volição ou autocontrolo… Quem sabe, seria mais honesto dizer: a minha decisão esteve determinada por forças internas que não compreendo”.

Então, surge a seguinte pergunta: Que realidade é a que percebemos? E que apego limitador temos criado, ao qual chamamos mundo-real.

Toda a hipótese sobre a criação do mundo é puramente mental ou intelectual e nada mais.
Hoje sei que no estado de união consciente con “Aquilo que sempre É”, não existe criação.

Observamos e apegamo-nos ao chamado mundo real porque não somos conscientes de Atman. Quando se é consciente em Atman, não se vive apegado àquilo que percebemos como mundo-real. Portanto “Aqui e Agora” vive em Coerência Fractal Holográfica e sê consciente de que não tem havido nenhuma criação.

OM TAT SAT

RAMALA SHIVA

segunda-feira, 3 de junho de 2013

CONFIANÇA E SEGURANÇA INTERIOR

Guru significa “guri”, concentração (Dhyana – antecâmara do Samadhi), o ser libertado.

A concentração, já não admite mais a desatenção. É a fixação sobre um objecto não só dirigindo os pensamentos até ele, em função da sua própria realidade, como também o próprio pensamento deve ser incorporado no objecto. Não há, pois, separação possível entre os dois. Recode-se que o Guru não é quem produz essa tomada de consciência do Atman. Simplesmente ele ajuda a eliminar os obstáculos para a alcançar. O Atman sempre é “Eterno presente”,  e por isso não é algo que tenha de ser alcançado, pois ele sempre “É”

Quando, na realidade de cada dia, conseguimos fazer desaparecer a sensação de dualidade, é quando se conseguimos eliminar a ignorância. Enquanto em cada um de nós continuar a existir a dualidade, a presença de um Guru é algo muito necessário. Como vivemos identificados e apegados a um corpo, consideramos que o Guru também há-de ser de carne e osso. Não somos a manifestação do corpo nem tampouco somos o Guru.

Esta vivência e estado de consciência obtém-se quando cada um é consciente em Atman.

Sabemos que Brahman é Absoluto, manifestando-se em maya-ilusão, tal como numerosos membros conhecidos como jivas. O que chamamos objectos são apenas aparenças (Maya-mental), a consciência é paz e harmonia infinita que não admite modificação alguma. É inútil investigar os objectos como se fossem diferentes da consciência. No infinito existem infinitas ideias que apenas são ignorância, Avidya, a ignorância, não é nada mais que isso.

O ABSOLUTO sempre É.  Apegar-se aos conceitos de criação do mundo é algo irreal. Portanto aqui não existem jivas ignorantes nem iluminados. O que percebemos são infinitas possibilidades de manifestação, nas infinitas possibilidades de pensamento nos diferentes jivas (indivíduos). 
Mas, há que saber que em Atman, não existem sujeitos nem objectos, mas somente a percepção de Ser. Dado que se trata de uma percepção consciente também denominada de Consciência.

Conecta com o magnetismo toroidal espiral evolutivo do “Eu Consciente”, livre de condicionantes mentais, experiência que permite a vivência coerente “Aqui e Agora” do SER.

OM TAT SAT
RAMALA SHIVA

domingo, 28 de abril de 2013

Hoje Sou mais Livre que Ontem

Obrigado, Seres de Luz, que vos aproximais de mim, e apenas com a vossa presença, inter-actuais nas profundas mudanças do ADN da Vida. 

“Seres de Luz” = “Todo o indivíduo vivendo em desapego de Maya e consciente da Unidade Fractal Holográfica Universal, vivendo no seu interior a experiência mágica de como biliões de seres celulares e microorganismos que interconectam a luz biofotónica do Universo, dão forma ao corpo humano, (o corpo é humano – O Ser é Infinito). Aquilo que sempre somos é mais além de toda a manifestação e definição ilusória mental. 

A experiência na vida tem de ser Coerente: equilíbrio de pensamento, harmonia de sentimento, acção sábia e justa na vida diária. 

No desapego com o qual me brinda a Consciência Universal, simplesmente observo como a percepção dos enganosos sentidos se aquietam. Esta experiência liberta-me do conhecimento ilusório da mente e do apego egóico. 
O Ser Supremo não tem forma, “Aquilo que sempre se manifesta” no seu conjunto, é como um cenário no qual estas forças da consciência dançam ao ritmo do tempo. A mais importante de todas elas é conhecida como “ordem causal” e impõe a sequência da manifestação dos fenómenos. Também é conhecida por intencionalidade, vontade, acção, querer, etc. 
No coração é onde reside o Atman. Ele é a fonte de centenas de caminhos, ele é cem em cada um e em cada um destes últimos, mil vezes setenta e duas ramificações. O Átomo sob a influência da vibração fractal universal holográfica forma o vazio quântico da coerência cardíaca (aí a mente encontra-se calma). Ao activar a reconexão espiritual do ADN, abrimos a porta à Consciência. Libertando-nos de Jiva: o ser imbuído de Ahamkara ou Ego, o conceito de separação da existência individual. 

Agora vivo a ditosa paz de uma Alma consciente de si mesma e consciente de ter encontrado o seu próprio lugar no coração do Eterno. Esta possibilidade de ser no coração do Eterno é “Brahma-Nirvana”. 

O brilho, a clareza, a tranquilidade mental, a alegria, o desapego aos objectos sensoriais, surgirão ao Som mágico do Vazio Quântico do coração, sempre que se realize sem intencionalidade egoísta nem desejo que o limite. 

Hoje graças a ti sou mais livre, mais consciente, graças pelo teu ressoar na liberdade. 
OM TAT SAT

segunda-feira, 1 de abril de 2013

VIVENDO DESDE O CORAÇÃO!


A acção-manifestação é Amor que se fez presente. Agora observa como através da tua intencionalidade estás a organizar e a cuidar da tua vida.

Sente o silêncio no interior do teu coração, agora na quietude da ALMA VIVE A alquimia coerente e consciente da Vida.
Hoje sabemos, e cada vez somos mais conscientes, de que habitamos num universo interactivo. Somos formados por in-formação coerente fractal, ondas e frequências de vibração do Éter, partículas inteligentes (biliões), etc. Na percepção interior do mundo subatómico, a comunicação é instantânea, os biofotões tele-transportam a in-formação da Luz no ADN. Também sabemos que estes fotões podem estar em dois lugares ao mesmo tempo e inclusé mudar o passado mediante escolhas realizadas no presente, o qual nós também o podemos realizar, (“Aqui e Agora” podes libertar-te daquilo a que chamamos Karma).

No ano 1998, foi demonstrado cientificamente que influenciamos os fotões pelo simples facto de os ” observar”, e descobriu-se que quanto mais intensa é a observação (Autoindagação), maior é a influência da intencionalidade consciente na sua atitude e comportamento.


Observa o seguinte: Quando prestamos muita atenção a algo, geralmente não respondemos quando alguém nos chama. Mais tarde dizemos: “Estava concentrado em outra coisa, não podia ouvir, não podia ver, não era consciente, etc. É claro, portanto, que sem atenção, os objectos de directa compreensão não podem ser percebidos.

Podem perceber-se os objectos de compreensão directa, sem percepção?
Embora estejam em contacto com eles, não se podem conhecer os objectos sem lhes prestar atenção. Por exemplo, embora o colar esteja em contacto com o corpo, se a pessoa que o leva não lhe presta atenção, a sua presença passa despercebida. Ao não estar consciente do colar, pode sentir a falta do adorno e inclusive buscá-lo. 

Apenas existe uma verdade no mundo, e é que tudo é irreal. Eu sou o imanifestado falando através do manifestado.
Quando o corpo, lamenta e o sopro vital morre, nada acontece. Apenas eu, o ABSOLUTO, prevaleço sempre. Não se requer nenhum conhecimento para compreender esta verdade, porque esse conhecimento é inato.

Podemos utilizar o espelho do Dharma para distinguir entre Amor e Apego, no qual se há-de recordar que o Amor proporciona-nos felicidade, enquanto que o apego apenas nos causa sofrimento e nos afunda cada vez mais no Samsara (roda de reencarnações).

Quando a mente está focada no exterior, produz pensamentos e objectos. Se se foca para dentro, converte-se em Atman.
O Absoluto que nos é manifestado pela inteligência é uma criação desta e constitui uma vaga sombra do ABSOLUTO VERDADEIRO.

Como poderemos aproximarmo-nos do conhecimento d’ Este? Através do êxtase, pois, sendo nós átomos dispersos do Absoluto, rompendo os apegos da nossa personalidade e identificando-nos na totalidade das coisas, é como poderemos colocar-nos em comunhão coerente com a Divina Essência (ABSOLUTO).

OM, escuta-se através do cultivo do AMOR natural do coração. Quando esta vibração ressoa no interior do coração, renova toda a causa de excitação, acalmando o organismo e possibilitando um estado de coerência fractal universal em perfeita harmonia. Agora sentimos a Vitalidade, este Amor expulsa todas as matérias estranhas – os germes das doenças, etc. Quando este Amor é desenvolvido no nosso interior, o homem adquire a capacidade de compreender a verdadeira condição do seu próprio Ser, assim como a de quem o rodeia.

OM TAT SAT

domingo, 6 de janeiro de 2013

Gñana = “Consciência no Ser"


Ser consciente do Ser, manifesta ausência de apego, pureza, amor incondicional. Gñana é Tudo.

Convém saber que “Aquilo que Somos” eternamente é Consciência, que é teu outro nome. Saber que somos sempre Consciência, possibilita a compreensão interior de que não é necessário alcançá-la nem cultivá-la. A única coisa a perceber é deixar de se identificar e viver apegado à coisas, ou seja,  “aquilo que não és” (Maya-Ilusão).

Quando nos livramos do apego em “Maya-Ignorância”, então percebemos a quietude da “Mente=pensamentos”, possibilitando sentir no interior do coração a Consciência Pura (sem forma-sem tempo), e isso é que é o Atman.

Se o Atman é consciente por si mesmo, porque é que não sou consciente dele nem sequer agora?

Ernest Rutherford, descobriu que o átomo é na sua maioria vazio. A grande pergunta, então, é: como é que os átomos vazios podem formar o mundo sólido que nos rodeia? A chamada realidade dual não existe. Os teus conceitos e apegos actuais são fruto do ego e sabemos muito bem que toda a experiência mental é “Maya-Ignorância”.

Sri Ramana Maharshi ensina-nos que a Consciência não está limitada nos nossos cérebros ou corpos. Em toda a percepção mental (Maya-Relativo), necessita-se um sujeito e um objecto, enquanto que a Consciência do Ser, é Absoluta e não requer objecto nenhum. Na vivência no Dual, quem se pode lembrar de quem? O Atman é  “Eternamente Presente”.

Agora a personalidade faz uma identificação incorrecta do Atman com o corpo, os sentidos, etc. Eliminá-los, e isso é Neti no hinduísmo, em particular no gñana yoga (o Yoga do conhecimento) e no ADVAITA VEDANTA, neti neti é um conceito que significa ‘não isto, não aquilo’, o ‘nem isto, nem aquilo’ (neti é a forma sandhi de na-iti: ‘não é tal’). Mas, isso só se pode fazer agarrando-se àquilo que não se pode eliminar. Isso é Iti, (Aquilo que sempre É).

Nesse sentido, neti neti não é uma negação. Pelo contrário, é uma afirmação de que o que quer que seja o Divino, quando se tenta compreendê-lo com palavras humanas, estas sempre ficarão inevitavelmente curtas, pois somos limitados em entendimento, assim como a capacidade para expressar com palavras o transcendente.

Não somos o ego, nem somos nada de nada. Nem isto, nem aquilo.

Os seguidores das escolas do “Sou Brahman” e “neti neti” compartilham da crença de que se pode descobrir o Atman com a mente, seja mediante afirmações ou negações. Esta crença de que a mente mediante as suas próprias acções pode alcançar o Atman, constitui a origem da maioria dos erros mais frequentes sobre a prática da Auto-indagação (Vichara).

A auto-indagação, "Atman-Vichara", sobre a nossa Realidade Interna (o que somos realmente), é considerada como a forma mais potente de meditação hinduísta, na mais pura tradição ADVAITA VEDANTA e conecta-se com a tradição esotérica grega da escola pré-socrática, em cujos templos e academias rezava a inscrição délfica (Delfos) “GNOTI SEAUTON” (“ Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os Deuses “).

OM TAT SAT

domingo, 4 de novembro de 2012

HUMILDADE


Viver na humildade e com simplicidade, possibilita a abertura rumo ao equilíbrio harmonioso e à Liberdade (não é mais livre quem mais tem, senão aquele quem menos necessita).

Seja qual for o camino escolhido, a humildade permite-nos a vivência consciente “Aqui e Agora”, da integração do chamado “eu individual” no Absoluto, (aquele que sempre é).

Esta experiência “Total e Libertadora” apenas é conseguida quando a percepção subtil faculta o sentir “Tu és Tudo” e “Faça-se a sua Vontade” (máxima expressão de humildade consciente).

A atitude de entrega, liberta-nos de todos os apegos, não se vivendo com preferências nem aversões.

Quando o ego identificado a uma vontade que actua, deixa de manifestar-se por completo e é a Vontade de “Aquele que sempre É” (Akasha-Éter), o que se manifesta no seu lugar. Esta transformação e aniquilamento do ego, produz o conhecimento do Atman. Portanto, seja qual for o caminho que escolhas deves chegar à experiência consciente “Somos Absoluto” tal como a gota de mar é Oceano.


OM TAT SAT

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Apegos são um grande Obstáculo


O Corpo é Vibração e muda de forma contínua. A Mente é feita de Vibrações; os Gunas ou tendências da Mente (Sattva, Rajas e Tamas) produzem uma mudança permanente. Como podemos estar concentrados e viver em coerência unidireccional mental. A experiência do Yoga (União no Absoluto) ajuda-nos a viver em concentração e aquietamento da mente, eliminando as distracções. Uma pessoa comum vive experiências. No entanto, o SER realizado é a experiência em si  mesma.
Diz Sankara, três são os corpos que “escondem” o Atman: o bruto, o subtil e o causal. Assim como o grão de arroz que inicialmente  está envolvido na casca e  depois  se separa completamente dela, da mesma maneira é necessário discriminar, mediante um discernimento inteligente, o puro e íntimo Si mesmo dos invólucros com os quais se identifica.
O que é  Brahman (Absoluto)? Por assim dizer, é a Mente. Através dela, com várias repetições, o homem acorda em Brahman, sendo isto a verdadeira imaginação. Quando a Mente se afasta das sensações, também os órgãos dos sentidos se afastam dos objectos que os motivam, como fiéis servidores da Mente. Assim se obtém o perfeito auto-domínio dos órgãos.

Os homens que não têm Fé, estão longe de se chegarem até  Mim (Brahman-Deus), retornando  repetidamente ao caminho do mundo da morte.
O conhecimento limitado pressupõe o conhecimento ilimitado, assim como todos os opostos têm o seu par de polaridades. As sementes (bijam) de todo o  conhecimento existem em tudo, o microcosmos dentro do macrocosmos. A sílaba semente “OM” é uma semente de tal  omnisciência, e como semente é capaz de crescer mais e mais.
Uma vez  Sri Rama perguntou a um grupo de sábios: ”Como me consideras tu”.  Um deles respondeu: “Quando sou consciente do meu corpo, sou teu servidor; quando sinto que sou alma individual, sou uma parte tua, e quando realizo que sou Atman, então na minha opinião, não vejo nenhuma diferença entre Tu e Eu.
Como o viajante que ao voltar de uma longa viajem, é recibido pela sua família e amigos, do mesmo modo as boas obras feitas nesta vida, nos receberão na outra, com a alegría de dois amigos que se voltam a encontrar.

OM TAT SAT

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

SER O QUE SOMOS

Enquanto continuares apegado no condicionamento e na tentativa de verificar como atingir metas, é-te dado este conselho de como encontrar o ATMAN. A tua busca por um método é o que denota o teu estado de separação e identificação condicionada por MAYA (ILUSÃO). Evitar o que não é realidade e buscar a Realidade é científico. Temos que pensar: “Quem Sou?”


Já te deste conta que surgiu o pensamento do “Eu”. Pois, apega-te a esse conceito do “Eu” e descobre de onde surge.
Upadesa Saram disse: morar no coração constitui o melhor Karma, tendo por base o Bhakti Yoga e Gñana. As diferentes partes do nosso corpo têm de funcionar como uma unidade orgânica. O corpo e a mente têm de ser puros para funcionar bem.
Aquilo que é origem de tudo, aquilo em que todos vivem, aquilo em que todos acabam fundindo-se, isso é o Coração ao qual se refere Upadesa Saram.
Apegar-se ao pensamento do “Eu” até que desapareça o que se imagina estar separado de Deus. Entregar completamente a Deus ou ao Atman toda a responsabilidade pela vida de cada um.
Para que seja eficaz a auto-entrega, cada um deve estar desprovido de qualquer vontade ou desejos próprios, assim como qualquer pensamento de que existe uma pessoa individual capaz de actuar independente de Deus.

OM TAT SAT

sábado, 25 de junho de 2011

ATITUDES E DECISÕES

Podemos viver identificados a um nome, a uma nacionalidade, a crenças, a costumes, a um ego, etc., e no final daquilo que percebemos como esta vida, dar-nos conta que todas essas identificações e apegos são errados.
Ou perceber que és Consciência. Pode-se dizer que Consciência é um outro nome teu. Uma vez que já és Consciência, não há necessidade de a alcançar nem de a cultivar. Tens de deixar de viver identificado com ela no Atman.
Quando cada um se liberta do apego do que não é, então o único que permanece é a Consciência pura e isso é o Atman.
A dualidade não existe. Os teus conhecimentos actuais são fruto do ego e são apenas relativos. Para o conhecimento relativo necessita ter um sujeito e um objecto, enquanto que a consciência do Atman é Absoluta e não requer nenhum objecto.

“Eu sou tu mesmo”. Essa é a meta da alma individual. Isso é o conhecimento último a que se refere a Vedanta. O Senhor é tudo: o conhecedor, o conhecimento e o objecto conhecido.

OM TAT SAT

LIBERTAÇÃO DO MEDO DA MORTE

Como posso libertar-me do medo da morte? 

Quando sentimos esse medo? Sentimo-lo somente quando estamos completamente “despertos” e nos apegamos às manifestações daquilo que chamamos mundo, incluindo o corpo. 
Se te libertas da percepção mental do que se manifesta, ao qual habitualmente o teu ego se apega, e permaneces na experiência no teu próprio Atman, como dormir sem sonhos, não há medo algum que te possa afectar. 

O homem encanta-se com a existência consciente porque é “Consciência Eterna”, a qual é o seu próprio Atman. Pois então, porque não agarrar-se agora mesmo a essa “Consciência Pura”, estando no corpo, e liberar-se assim de todos os medos.

OM TAT SAT

domingo, 12 de junho de 2011

AUTO-INDAGAÇÃO

Quando sei que “Eu Sou”

O que somos não pode ser definido com palavras… SER é uma experiência autêntica em cada individualidade.
O ABSOLUTO - o que somos não pode ser explicado, há de ser experimentado - vivido – CONSCIÊNCIA.
O ABSOLUTO – “Eu Sou o que Sou” manifesta-se na Consciência, (experiência de SER).
Existe quando se possibilita a criação da MENTE (condicionante permanente aprendido).
Realidade que não é Verdade, pois a mente é criadora do Ego, o qual por sua vez se identifica com a ignorância, (apego e desejo daquilo que não é).
Assim, cada manifestação individual identifica-se com umas tendências limitadoras concretas e é em função disso que criamos a própria realidade.

Liberta-te do erroneamente aprendido, pois existe uma grande possibilidade de Ser.

Quando sei que “Eu Sou o que Sou”
Quando já não surge a ideia de que “este Sou”, “esse Sou”,  o “Eu Sou” não se afirma a si mesmo, consistindo em ver o falso como falso e rejeitá-lo. É inútil buscar o “Eu Sou” quando a mente está identificada em MAYA (Ignorância). Antes que se manifeste nela o “Eu Sou” deve ser totalmente purgada do falso.

A educação, as crenças, os dogmas nesta vida, possibilitam Oscuridade-Ignorância na Existência.
Dizemos: somos seres do Planeta Terra, quando na realidade seria mais correcto dizer o Planeta Água. Recorda que o Planeta esta composto de uns 70% de água e uns 30% de Terra.
O trabalho desinteressado e feito com Amor… é Harmonia Eterna. É igual que a Natureza, criando os formosos jardins existentes no Planeta.

Esta atitude consciente manifesta a Consciência da Verdade, “Eu Sou o que Sou”.
Que ajuda necessita para se conhecer a si mesmo? As pessoas querem ver no Atman algo novo, mas é algo eterno e sempre seguirá sendo o mesmo. Apenas é o que é. É impossível defini-lo. A melhor definição é “Eu Sou o que Sou”

OM TAT SAT

domingo, 22 de maio de 2011

A LIBERTAÇÃO

Ser libertado em vida (jivamutka) - é Aquele que ao realizar a própria identidade com o ABSOLUTO, se dissolve na Beatitude não-dual da pura Consciência do ABSOLUTO, e que para Ele é a Consciência que tudo abarca, não havendo regresso à existência individualizada.
Cada um e todos são iguais para mim. A mesma Consciência (Chit) aparece como o Ser (Sat) e como felicidade (Ananda). Chit em movimento É Ananda e Chit sem movimento é Ser.
A Consciência é um sem igual porque tal é a sua Natureza: a dualidade e a unidade são sempre objecto para a Testemunha. Portanto, é por ignorância que, esquecendo ser  Ele mesmo o ABSOLUTO, se auto-identifica (graças ao simples reflexo dessa Consciência) e emerge como autoconsciência, isto é, como individualidade, ou seja como entidade infinitesimal contraposta à Totalidade e com aparência separada da mesma: por outras  palavras, parece a serpente (Maya-Ignorância). Exemplo: assim, por ignorância uma corda no escuro pode parecer uma serpente, da mesma forma o Atman aparece como Jiva (individualidade), devido à ignorância acerca  da própria natureza do Atman. No entanto, quando se corrige o  erro de afirmar a naturaleza de ilusão da serpente, reconhece-se que se trata de uma corda. Assim, quando digo que não possuo corpo, compreendo que não sou um Jiva, mas sim: ” Eu sou o que Sou”.
No entanto, como uma palavra é suficiente para tornar claro ao caminhante que a serpente é na realidade uma corda, o mesmo sucede com o homem, quando subsistem nele a qualificação e aspiração necessárias, bastando que escute a Instrução necessária para que desperte ao connhecimento íntimo e profundo de ser el Ele mesmo.

Recorda que a linguagem é uma ferramenta mental e só funciona com opostos.
A não-distinção fala em silêncio. As palavras implicam distinções. O inmanisfestado (Nirguna) não tem nome, todos os nomes referem-se ao manifestado (Saguna). De nada serve lutar com as palavras para expressar o que está para lá das mesmas.
Quando aquele que procura, aprende a não ser corpo, a não ter pais, mulher, filhos, bens, nem mestres ou discípulos, quando aprenda a não estar verdadeiramente imerso no curso dos acontecimentos, mas sim ser testemunha dos mesmos, a sua autoconsciência auto-reconhecer-se-á espontaneamente, para lá  de tudo aquilo que é uma relativo-aparência, dissolvendo-se no ABSOLUTO.

Desta forma, a auto-indagação sobre “Eu sou o Absoluto” praticado ininterruptamente destrói os movimentos projectados pela “mente” e gerados pela ignorância, assim como um remédio transforma e  auto-cura as enfermidades.

O Atman é uno, beatitude indivisível, eterno, sempre idêntico a SI mesmo, enquanto que os seus reflexos são fenómenos interactivos.
Grandes filósofos do Vedanta, explicam aos principiantes o princípio da criação do mundo, enquanto que, para os alunos avançados propõe-se o princípio da não-criação.
Não existe, nem dissolução nem criação. Ninguém em escravidão nem niniguém a realizar prácticas espirituais. Não existe desejo algum de libertação, nem ninguém libertado. Esta é a “Verdade Absoluta”.

A doutrina Ajata (Vedanta) diz: “Não existe nada, excepto a realidade única. Não há nascimento nem morte, nem projecção nem retracção, nem buscador, nem escravidão, nem libertação. Somente existe a Unidade Única”.

De onde foste criado? No Atman ou no Ego. O Essencial é igual fora e dentro. A Essência é Deus em manifestação humana e simultaneamente, também é o Atman no coração de todo buscador.
OM TAT SAT

domingo, 15 de maio de 2011

Auto-indagação na Essência

Uma vez perguntaram-me: Acreditas em anjos, em espíritos e em génios, etc?
Não se adianta nada dialogando sobre temas metafísicos e espirituais, a menos que nos guiem a buscar a autêntica realidade dentro do ATMAN.

Falamos com frequência acerca do Karma, das Constelações Familiares, de Astrologia, de Poderes Mentais, etc. Mas, o homem Sábio compreende que toda criação mental é MAYA / DUALIDADE, não verdade.

Todas as polémicas sobre a criação, a natureza do universo, o propósito de Deus, etc., não servem de nada. Esses debates não possibilitam vivenciar o nosso verdadeiro estado
de felicidade. As pessoas permanentemente tentam inteirarem-se  de coisas que estão fora deles mesmos antes de tentar descobrir “Quem sou?”. Ser consciente de “Eu Sou o que Sou” é o único método pelo se pode vivenciar a verdadeira felicidade.

Em 1983, o Dr Alain Aspect (Instituto de Óptica Teórica de Orsay), apresentou a  sua tese de doutoramento acerca da seguinte ensaio: consistia em medir a polarização dos fotões. Demonstrou que esta polarização é paralela, ou seja, que quando se medem as polarizações ao mesmo tempo, obtêm-se as do outro. A percepção extra-sensorial “Intuição”, verifica que o TODO é inter-conexão.
Os extraterrestres, anjos, génios e outras entidades são manifestações no mundo mental (MAYA/DUALIDADE), o Essencial sempre É, e fotonicamente encontra-se interconectado, e daí a importância de “Eu sou o que Sou”. A síntese e harmonização do Ser, possibilita a reconexão fractal cósmica no Absoluto. Agora sente a vivência da “Não - Dualidade”.

Cada fotão comunica permanentemente, harmonizou-se a vibração dentro de mim “Aqui e Agora”, todo o Universo se reorganiza. Muda no teu interior e muda todo o Universo, ao modificar a ressonância vibratória, modificas as frequências de milhões de sementes celulares. Todas elas estão sintonizadas. A um nível sub-atómico a Dualidade desvanece-se e o Determinismo de “Causa e Efeito” desaparece.

Os filósofos do Vedanta, realizaram com grande profundidade, rigorosas investigações e análises abstractas, da Não-Dualidade da Realidade última e destacaram a grandeza desta visão; não só nos seus “Comentários”, como também nas discussões filosóficas ou debates públicos que tinham lugar com os eruditos (pandit), especialistas nas Sagradas Escrituras e com os representantes das outras escolas, confrontando com eles as suas teses.

O que Eternamente “É” subjacente em toda a expressão das manifestações “O Eu Sou sempre É”.

Tal como as sementes “São” e logo manifestam a planta e o fruto, a Essência “É” e na mente cria-se um mundo de pensamentos e ilusão (MAYA).
Praticar a Auto-indagação possibilita a experiência de “Ser” e conectar a vibração consciente no ABSOLUTO.

Somos um imenso oceano de “Beatitude Absoluta”. Agora posso reconhecer que eu mesmo sou o que tudo abarca e compreender que todo o universo fenoménico está projectado por mim.

Quando, pela graça do Absoluto e da Sabedoria Fractal Universal, este Conhecimento / Consciência se estabelece, então o Ser terá extinguido para sempre toda causa da existência transmigratória.

OM TAT SAT