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segunda-feira, 3 de junho de 2013

CONFIANÇA E SEGURANÇA INTERIOR

Guru significa “guri”, concentração (Dhyana – antecâmara do Samadhi), o ser libertado.

A concentração, já não admite mais a desatenção. É a fixação sobre um objecto não só dirigindo os pensamentos até ele, em função da sua própria realidade, como também o próprio pensamento deve ser incorporado no objecto. Não há, pois, separação possível entre os dois. Recode-se que o Guru não é quem produz essa tomada de consciência do Atman. Simplesmente ele ajuda a eliminar os obstáculos para a alcançar. O Atman sempre é “Eterno presente”,  e por isso não é algo que tenha de ser alcançado, pois ele sempre “É”

Quando, na realidade de cada dia, conseguimos fazer desaparecer a sensação de dualidade, é quando se conseguimos eliminar a ignorância. Enquanto em cada um de nós continuar a existir a dualidade, a presença de um Guru é algo muito necessário. Como vivemos identificados e apegados a um corpo, consideramos que o Guru também há-de ser de carne e osso. Não somos a manifestação do corpo nem tampouco somos o Guru.

Esta vivência e estado de consciência obtém-se quando cada um é consciente em Atman.

Sabemos que Brahman é Absoluto, manifestando-se em maya-ilusão, tal como numerosos membros conhecidos como jivas. O que chamamos objectos são apenas aparenças (Maya-mental), a consciência é paz e harmonia infinita que não admite modificação alguma. É inútil investigar os objectos como se fossem diferentes da consciência. No infinito existem infinitas ideias que apenas são ignorância, Avidya, a ignorância, não é nada mais que isso.

O ABSOLUTO sempre É.  Apegar-se aos conceitos de criação do mundo é algo irreal. Portanto aqui não existem jivas ignorantes nem iluminados. O que percebemos são infinitas possibilidades de manifestação, nas infinitas possibilidades de pensamento nos diferentes jivas (indivíduos). 
Mas, há que saber que em Atman, não existem sujeitos nem objectos, mas somente a percepção de Ser. Dado que se trata de uma percepção consciente também denominada de Consciência.

Conecta com o magnetismo toroidal espiral evolutivo do “Eu Consciente”, livre de condicionantes mentais, experiência que permite a vivência coerente “Aqui e Agora” do SER.

OM TAT SAT
RAMALA SHIVA

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Auto-indagação muito além de Maya

Para existir em MAYA-ILUSÃO há a necessidade do corpo, das emoções e dos pensamentos. A Consciência de SER, não é sujeita a manifestações de fenómenos, “Aquele que sempre É não pode ser descrito, simplesmente É.
Recorda que ser humilde, não é ser menos que alguém. É saber que não somos mais do que ninguém.

“Brahman-Deus-Absoluto-Tao”, a cada dia nos dá 86.400 segundos, dos quais apenas são  utilizados um par de segundos para se dar graças.

Devemos ver que o corpo é o campo no qual aparece o medo, a ansiedade, a defesa e a agressão. Não obstante, a ênfase não deve ser colocada no corpo, mas sim na presença, na Auto-indagação Consciente.


O ensinamento aponta directamente ao que não pode ser ensinado. As palavras, as acções, são umas muletas e este suporte perde gradualmente a sua concretização até que subitamente te encontras um dia em um não-estado que não pode ser ensinado.

As formulações são símbolos, indicações, e no final já não vês o símbolo senão aquilo a que o símbolo aponta.

Os velhos esquemas de pensar e actuar, de falsa identificação com o corpo, ao ter perdido a sua concretização, não tinham qualquer apoio.


Na interiorização da Auto-indagação, percebe-se que mesmo que não se faça nenhuma mudança voluntária, muitos dos apegos que haviam prevalecido na época anterior (antes da mudança efectuada) desapareceram. Havia sido seduzido por nomes e por formas, as quais me havia esforçado em possuir e alcançar, mas na vivência consciente da in-formação interior,  possibilitou-se um mundo de novas circunstâncias harmoniosas. A vivência Sáttvica é transformação consciente das limitações de Maya-Ignorância.


Os pensamentos vêm e vão, maus ou bons, o que quer que sejam. No entanto, você não se  deve inquietar, devido a que você (“Aquilo que sempre É”) nunca se perde. Assim pois, digo sempre, esteja você no céu ou no inferno, diga sempre que “EU SOU”


Observa, quando existimos identificados (apegados) com o corpo existe a limitação de perciber “Aquilo que Somos”. Quando nos libertamos do apego material-emocional-mental, possibilita-se a percepção do Éter-Consciência, estando agora completamente abertos, mas todavia o indivíduo não quer libertar-se do apego às manifestações e isso é ego. Libera-te do ego, e então vives consciente “Eu sou o que Sou” (Absoluto).


Recorda as palabras de um Ser Realizado, “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. Matam o meu corpo, mas não podem matar-me a mim”.


O conhecimento e apego mental é a maior ignorância.


Nos Sutras encontram-se as cinco principais causas do porquê sofre a humanidade. Cinco coisas que nos causam dor, angústia e sofrimento, e cinco questões que nos impedem de chegar a um estado de iluminação. Falamos de Kleshas:


Avidya - O chefe deles. Com efeito, é devido a isto que surgem, e se expressam os outros quatro. Avidya significa IGNORÂNCIA. Não é como as coisas realmente são. É a ilusão que temos acerca de "nosso pequeno mundo" onde a maioria das vezes fechamos os olhos e o coração, e não deixamos que a verdade seja revelada.


OM TAT SAT