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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

VIVER O AMOR LIBERTA O SER

Que libertação saber que a atitude de Amor vence sempre ao rancor e ao ódio.
No aquietamento da mente, o silêncio do Vazio Quântico penetra “Tudo”. Por isso sei que o que chamamos mente, é uma conceptualização errónea na limitada percepção sensorial dos sentidos. Esta limitação condiciona o que chamamos ego, e assim nas crenças repetimos constantemente os apegos e desejos criados em Maya-Ilusão.
Hoje sou consciente e vivo em harmonia com a não-acção. Saber quem é o “Criador” liberta-nos do apego erróneo de pensar que somos nós os que criamos.
A sabedoria real não está nas palavras  mas sim no silêncio que existe entre elas. Por esse motivo o homem sábio, realizado, dá os ensinamentos sem palavras. Assim não é o criador de novos dogmas.
Na loucura de Maya-ignorância todos se esforçam e lutam por conseguir e acumular coisas, e todavia não são conscientes da eficácia na não-acção. E muito poucos no mundo chegam a compreendê-lo.
Isso demonstra como o Amor a “Aquele que sempre É” é Eterno, está além do tempo e do espaço. Não pode ser de outra maneira quando ele forma parte do teu coração. 
OM TAT SAT - RAMALA SHIVA

terça-feira, 9 de julho de 2013

ECOS da ALMA

Viver em aquietamento mental, facilita a libertação da criação ilusória,(Maya-Ignorância) dum mundo que erroneamente percebemos e experimentamos como algo separado da sua Essência (Dualidade).
Geralmente falamos de mudança das coisas, buscamos a chamada mudança interior e em algum de nós, também surge o desejo de querer mudar o mundo. Com que facilidade nos esquecemos que “Aquilo que sempre É”, é Eterno, e como tal não é sujeito a mudanças.
As mudanças são produzidas na mente (Maya-Ilusão). O mundo manifestando-se separado, é uma criação na mente. Somos Unidade Fractal Holográfica em interconexão eterna, por isso não procures mais fora, sê apenas consciente em Atman. Verdadeiro “Eu sou o que Sou” sempre presente e sempre o estamos a experimentar, mas apenas se alcança ao tomar autêntica consciência d’ Ele quando se interrompem as tendências auto-limitadoras da Mente.
No Atman não existem sujeitos nem objectos, mas apenas a percepção de ser, e uma vez que se trata de uma percepção consciente também se denomina Consciência.
OM TAT SAT - RAMALA SHIVA

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A NÃO CRIAÇÃO

Os Vedas (livros sagrados) dizem que a primeira coisa que criada foi o Éter, em outros livros sagrados lemos que foi a energia Vital, o Prana, e ainda em outros, a Água.

Sabemos que cada sábio da antiguidade percebeu distintos aspectos da Verdade em diferentes épocas e que cada um deles ressaltou o seu ponto de vista particular.
Então, surge a seguinte questão: Porque te preocupas com as suas declarações contraditórias?
Lembra que, o objetivo essencial dos Vedas é possibilitar-nos a percepção da natureza do Atman, imperecível e ensinar-nos que isso é o que nós somos.
É importante observar que os ensinamentos dos Vedas, servem como explicações para aqueles que vivem identificados a Maya-Ilusão e sentem a necessidade de voltar à génese das coisas.

Convém recordar que aquilo que percebemos e chamamos mundo, aparece quando existimos identificados com a Mente, quando acordamos a cada dia. É evidente que o mundo é criado pelos pensamentos. Os pensamentos são projecções que criam Maya-Ilusão.
Inicialmente, o pensamento cria a identificação chamada “eu egóico” e depois o mundo que pensa que o rodeia. O mundo cria o  “Eu”, o qual por sua vez surge do Atman.
Resolvemos o mistério da criação do mundo quando resolvemos o mistério da criação do “Eu” Por isso, o que verdadeiramente nos liberta, é descobrir o nosso próprio Atman.

Quem é aquele que pergunta sobre “a existência do mundo”? Aquele que pergunta é quem debv estabelecer a relação entre o mundo e ele mesmo. Devemos saber admitir que o mundo é uma criação da nossa mente (Maya-Ilusão). Um exemplo: a quantidade de informação que chega ao cérebro proveniente dos órgãos dos sentidos é de 11 milhões de bits por segundo, mas a capacidade de informação da nossa consciência não ultrapassa os 45 bits por segundo.
Isto significa que a grande maioria da nossa actividade cerebral é inconsciente. No entanto, o chamado eu consciente pensa que tudo o que sucede está debaixo da iluminação da consciência. Da mesma forma que não se pôde constatar a existência desse eu, em nenhuma parte do cérebro, é muito provável que a liberdade seja também uma ilusão, uma construção cerebral, uma vez que essa liberdade está ligada ao consciente.

Outra investigação a ter em conta sobre o livre albítrio: as experiências realizadas por um neurocientífico californiano, Benjamín Libet, levaram-no a concluir que a impressão subjectiva da liberdade de acção não era a causa desta acção, mas sim a sua consequência. Por outras palavras: concluiu que nas suas experiências se mostrava claramente que o cérebro é posto em movimento, quando o sujeito de experimentação realizava o movimento voluntário de um dedo, nada menos que 500 milissegundos (meio segundo) antes de que o sujeito informasse da sua decisão de mover o dedo e 700 milissegundos antes do movimento. Como resultado: tanto o movimento como a impressão subjectiva dependiam de uma actividade cerebral que é muito anterior no tempo e completamente inconsciente. Estas experiências repetiram-se várias vezes em outros laboratórios produzindo sempre os mesmos resultados.

Estas experiências voltaram a ser confirmadas em Leipzig, mas agora a actividade cerebral nos lóbulos frontais elevou-se para 10 segundos antes de que o movimento tivera lugar.

Marvin Minsky, um dos pioneiros da inteligência artificial opina: “Nenhum de nós pensa que o que fazemos depende de processos que não conhecemos. Preferimos atribuir as nossas escolhas à vontade, volição ou autocontrolo… Quem sabe, seria mais honesto dizer: a minha decisão esteve determinada por forças internas que não compreendo”.

Então, surge a seguinte pergunta: Que realidade é a que percebemos? E que apego limitador temos criado, ao qual chamamos mundo-real.

Toda a hipótese sobre a criação do mundo é puramente mental ou intelectual e nada mais.
Hoje sei que no estado de união consciente con “Aquilo que sempre É”, não existe criação.

Observamos e apegamo-nos ao chamado mundo real porque não somos conscientes de Atman. Quando se é consciente em Atman, não se vive apegado àquilo que percebemos como mundo-real. Portanto “Aqui e Agora” vive em Coerência Fractal Holográfica e sê consciente de que não tem havido nenhuma criação.

OM TAT SAT

RAMALA SHIVA

segunda-feira, 3 de junho de 2013

CONFIANÇA E SEGURANÇA INTERIOR

Guru significa “guri”, concentração (Dhyana – antecâmara do Samadhi), o ser libertado.

A concentração, já não admite mais a desatenção. É a fixação sobre um objecto não só dirigindo os pensamentos até ele, em função da sua própria realidade, como também o próprio pensamento deve ser incorporado no objecto. Não há, pois, separação possível entre os dois. Recode-se que o Guru não é quem produz essa tomada de consciência do Atman. Simplesmente ele ajuda a eliminar os obstáculos para a alcançar. O Atman sempre é “Eterno presente”,  e por isso não é algo que tenha de ser alcançado, pois ele sempre “É”

Quando, na realidade de cada dia, conseguimos fazer desaparecer a sensação de dualidade, é quando se conseguimos eliminar a ignorância. Enquanto em cada um de nós continuar a existir a dualidade, a presença de um Guru é algo muito necessário. Como vivemos identificados e apegados a um corpo, consideramos que o Guru também há-de ser de carne e osso. Não somos a manifestação do corpo nem tampouco somos o Guru.

Esta vivência e estado de consciência obtém-se quando cada um é consciente em Atman.

Sabemos que Brahman é Absoluto, manifestando-se em maya-ilusão, tal como numerosos membros conhecidos como jivas. O que chamamos objectos são apenas aparenças (Maya-mental), a consciência é paz e harmonia infinita que não admite modificação alguma. É inútil investigar os objectos como se fossem diferentes da consciência. No infinito existem infinitas ideias que apenas são ignorância, Avidya, a ignorância, não é nada mais que isso.

O ABSOLUTO sempre É.  Apegar-se aos conceitos de criação do mundo é algo irreal. Portanto aqui não existem jivas ignorantes nem iluminados. O que percebemos são infinitas possibilidades de manifestação, nas infinitas possibilidades de pensamento nos diferentes jivas (indivíduos). 
Mas, há que saber que em Atman, não existem sujeitos nem objectos, mas somente a percepção de Ser. Dado que se trata de uma percepção consciente também denominada de Consciência.

Conecta com o magnetismo toroidal espiral evolutivo do “Eu Consciente”, livre de condicionantes mentais, experiência que permite a vivência coerente “Aqui e Agora” do SER.

OM TAT SAT
RAMALA SHIVA

domingo, 28 de abril de 2013

O SEGREDO QUE EXISTE DENTRO DE TI

O Universo Fractal Holográfico interconecta Tudo, seres vivos, planetas e galáxias. Ser “ Aqui e Agora” é um potencial de possibilidades tão libertador, apenas temos que o olhar com olhos cintilantes.

Para perceber além da limitada percepção que existe desta realidade, e ser consciente daquilo que existe no teu interior, terás que perceber com uns olhos resplandecentes. Para viver em coerência na imensidade, na totalidade, na unidade, terás que ter uns olhos resplandecentes. O que quer dizer com «olhos resplandecentes»? Os condicionantes de Maya-Ilusão limitam a capacidade de perceber, temos acumulado tanta ignorância que observar “Aquilo que sempre É” no nosso interior nos é enormemente difícil, para não dizer quase impossível. O apego a crenças, religiões, ideais, ideologias, textos religiosos... –ismos, textos científicos baseados em interesses económicos (transgénicos), etc.… tem levado a que a nossa percepção daquilo que somos internamente se encontre revestido de desinformação, tendo acumulado todo o tipo de bloqueios. Na verdade, é um milagre como podes continuar a ver o pouco que vês, porque com tanto apego condicionado... não deverias ver nem isso.


Actualmente, sabemos que a nossa limitada percepção sensorial apenas percebe  7% do campo electromagnético que nos impregna constantemente. Em função desta limitação temos criado uma realidade muito limitada e enormemente condicionada com base em crenças. O que ocorre com os outros 93% de vibrações e que possível realidade estão a criar? Apenas vemos uma manifestação muito pequena daquilo que somos.. No entanto, continuamos a afirmar que essa realidade é tudo, dizendo que «a minha verdade é a única verdade». Isso gera conflitos e controvérsias. Kabir diz: «Terás que ter olhos resplandecentes». Os olhos vazios são resplandecentes. Retira toda essa poeira, sejas santo ou mundano, retira essa poeira, seja sagrado ou profano. Limpa os olhos: é disso que trata a Autoindagação.

Liberta-te de todo o apego àquilo que chamas passado (ele não é). Sê consciente “Aqui e Agora” e assim terás luminosidade interior e serás capaz de ver. Deus não está em nenhum outro lugar, não tens que ir aos Himalayas, apenas tens que viver em coerência e AMOR INCONDICIONAL, não ter apegos ou desejos. Deixa que aquilo que chamas passado não te afecte no presente e liberta-te do desejo ao chamado futuro, simplesmente ama a liberdade de SER.

Jesus Cristo disse: «Deixa que os mortos enterrem seus mortos». 
Desapega-te do passado, deverás vivê-lo todos os dias, porque cada dia que passa, A MAYA-ILUSÃO cria mais passado. O hoje converter-se-á no passado da manhã. Enquanto passa, solta-te, não te apegues a ele. Já não tem importância nem valor. Se podes deixar ir o passado, estarás ao seu alcance, e isso é luminosidade. Terás olhos que podem reflectir, que podem ver, e terás te convertido num espelho ressonante.

A Autoindagação é a forma de viver libertado de todo o apego e ignorância e ressoar consciente com a vibração coerente e harmónica do universo. Tudo o que diz Kabir é para te  ajudar a perceber conscientemente. Deixa que no fundo do teu coração apenas permaneça uma coisa: a necessidade de ter que florescer como Ser. Tudo o resto será consequência disto.

OM TAT SAT
RAMALA SHIVA

quinta-feira, 21 de março de 2013

UMA SEMENTE CHEIA DE LUZ


Na transmutação consciente, observa como numa gota de sémen plena de Amor Incondicional, a qual contém a in-formação e imagem de Todo o Universo.

O milagre da Vida consciente manifesta-se quando vivemos em a coerência cardíaca (Amor Incondicional). O que sempre É, é sem nascimento (Purusha-Consciência) e (Prakriti-Natureza) não têm forma, portanto, como podem ser destruídos? Liberta-te dos condicionantes limitadores e não atraias mais insegurança e medo.

Ao perceber Maya como Maya, a mente aquieta-se e a actividade dos pensamentos egóicos desaparecem, ficamos livres da ilusão e dos apegos.

Para aquele que vive o desaparecimento do Ego, consegue a felicidade. Aquele que vive identificado a Maya-Ignorância (ego) experimenta sofrimento traumático. Recordemos que no mundo Maya-Ilusão, tudo é sofrimento (o sofrimento pode converter-se num estímulo para cultivar a renúncia, a compaixão e realizar práticas de purificação).


Liberte-se! Aquele que pensa que o conhecimento é uma conquista sua, então está todavia longe do auto-conhecimento não-dual (Coerência-Consciente).

Viver identificado à necessidade de evoluir (Ser), é escravidão. Lembra-se sempre “se não existe necessidade “apego”, não existe escravidão.
Retornemos à espontaneidade como quando éramos crianças, livres de condicionamentos, bricando, rindo e amando a Vida. Aquilo que sempre Somos, é sem forma. Os nomes e as formas são apegos erróneos identificados pelo corpo.

É errado viver identificado com o corpo, sendo isso o primeiro e último erro. Lembre-se da semente que criou o corpo, a vida do corpo, no qual se experimenta o mundo devido a ela. A semente desaparece e você está em estado eterno. Tal como a árvore brota de uma semente, as
sim também brota a aseidade (atributo divino essencial e fundamental, que consiste em derivar sua existência de si mesmo) e este mundo inteiro (como é acima e abaixo) observa a semente do Big Bang.

Quando o homem enfoca todos os seus órgãos sensoriais no seu centro comum (vazio quântico do coração), a porta do mundo interno, percebe o seu corpo luminoso enviado por Deus.

Quem és tu?, pergunta o sábio. “Eu sou Tu” responde o discípulo. Agora é hora de descobrir quem é aquele que É.

OM TAT SAT

segunda-feira, 4 de março de 2013

ADVAITA – Não Dualidade


“Quando vivemos em quietude mental, não existe apego a o  “Eu egóico”.

Libertados do apego ao  “Eu egóico”… Não existe manifestação corpórea (veículo Maya/mente).

Livres de apegos a veículos corpóreos não existe mundo, não existe Universo (Maya/ilusão).

Onde não há Mente-ego … não se manifesta o Karma … Não se identificam Samskaras … não há apego a nenhum passado nem a nenhum futuro inexistentes.

Não há criação que produza causas e efeitos … não há reencarnações … Não há Deus fora de…

Apenas existe “Eu Sou o que Sou”  e  “Isso é o que tu És”

Não necessito nada,
Já sou o que sou.

Recorda que o universo é real se se vive conscientemente,
E irreal se se vive como algo separado do Ser.
Daí que maya e a realidade sejam o mesmo.

OM TAT SAT

domingo, 6 de janeiro de 2013

Gñana = “Consciência no Ser"


Ser consciente do Ser, manifesta ausência de apego, pureza, amor incondicional. Gñana é Tudo.

Convém saber que “Aquilo que Somos” eternamente é Consciência, que é teu outro nome. Saber que somos sempre Consciência, possibilita a compreensão interior de que não é necessário alcançá-la nem cultivá-la. A única coisa a perceber é deixar de se identificar e viver apegado à coisas, ou seja,  “aquilo que não és” (Maya-Ilusão).

Quando nos livramos do apego em “Maya-Ignorância”, então percebemos a quietude da “Mente=pensamentos”, possibilitando sentir no interior do coração a Consciência Pura (sem forma-sem tempo), e isso é que é o Atman.

Se o Atman é consciente por si mesmo, porque é que não sou consciente dele nem sequer agora?

Ernest Rutherford, descobriu que o átomo é na sua maioria vazio. A grande pergunta, então, é: como é que os átomos vazios podem formar o mundo sólido que nos rodeia? A chamada realidade dual não existe. Os teus conceitos e apegos actuais são fruto do ego e sabemos muito bem que toda a experiência mental é “Maya-Ignorância”.

Sri Ramana Maharshi ensina-nos que a Consciência não está limitada nos nossos cérebros ou corpos. Em toda a percepção mental (Maya-Relativo), necessita-se um sujeito e um objecto, enquanto que a Consciência do Ser, é Absoluta e não requer objecto nenhum. Na vivência no Dual, quem se pode lembrar de quem? O Atman é  “Eternamente Presente”.

Agora a personalidade faz uma identificação incorrecta do Atman com o corpo, os sentidos, etc. Eliminá-los, e isso é Neti no hinduísmo, em particular no gñana yoga (o Yoga do conhecimento) e no ADVAITA VEDANTA, neti neti é um conceito que significa ‘não isto, não aquilo’, o ‘nem isto, nem aquilo’ (neti é a forma sandhi de na-iti: ‘não é tal’). Mas, isso só se pode fazer agarrando-se àquilo que não se pode eliminar. Isso é Iti, (Aquilo que sempre É).

Nesse sentido, neti neti não é uma negação. Pelo contrário, é uma afirmação de que o que quer que seja o Divino, quando se tenta compreendê-lo com palavras humanas, estas sempre ficarão inevitavelmente curtas, pois somos limitados em entendimento, assim como a capacidade para expressar com palavras o transcendente.

Não somos o ego, nem somos nada de nada. Nem isto, nem aquilo.

Os seguidores das escolas do “Sou Brahman” e “neti neti” compartilham da crença de que se pode descobrir o Atman com a mente, seja mediante afirmações ou negações. Esta crença de que a mente mediante as suas próprias acções pode alcançar o Atman, constitui a origem da maioria dos erros mais frequentes sobre a prática da Auto-indagação (Vichara).

A auto-indagação, "Atman-Vichara", sobre a nossa Realidade Interna (o que somos realmente), é considerada como a forma mais potente de meditação hinduísta, na mais pura tradição ADVAITA VEDANTA e conecta-se com a tradição esotérica grega da escola pré-socrática, em cujos templos e academias rezava a inscrição délfica (Delfos) “GNOTI SEAUTON” (“ Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os Deuses “).

OM TAT SAT

sábado, 1 de dezembro de 2012

PERCEPÇÃO SENSORIAL

SENSAÇÕES: SÃO IDENTIFICADAS PELA VIVÊNCIA ILUSÓRIA DAS COISAS.
PERCEPÇÃO: A FACULDADE DE INTUIR E VIVER CONSCIENTE.
   
Há percepção enquanto dormimos, durante o sonho. Mas, durante o sonho os objectos percebidos não são externos à mente. As imagens mentais aparecem, mal nos deitamos, na mente como resultado de experimentarmos os objectos externos durante a vigília, “MAYA-ILUSÃO”.
       
Há uma vivência diferente e subtil entre sensação e percepção.
Quando aparece a percepção, as sensações e os seus objectos (o qual é sujeito ao tempo e espaço) desaparecem. O objecto de percepção é uma construção da auto-consciência reflexiva.
   
Hoje tive uma experiência maravilhosa, a libertação consciente do meu apego a um ego negativo (é como um divórcio que nos liberta do apego sentimental), tendo percebido a libertação dos meus medos devido a esse ego, “GRAÇAS ABSOLUTO”.
Bem, então, parece que a sensação (e não a percepção) implica a realidade dos objectos externos, certo?
Durante o sonho não se reconhece a irrealidade dos objectos experimentados neste estado, sendo apenas reconhecidos ao acordar. De forma similar, o buscador iluminado é quem  despertou para um estado de consciência mais elevado e que compreende a irrealidade do mundo construído no denominado “estado de vigília”.
    
Recorda que Buda tentou iniciar os seus discípulos de forma gradual na compreensão da insubstancialidade do sujeito e objectos. Apenas o buscador iluminado pode compreender que a Realidade é apenas Consciência. Por isso, aqueles que ressoa no seu coração o aceitam. E aqueles que tentam compreendê-lo com a mente não o aceitam.
Digamos que, se não existe corpos, então como pode um açougueiro matar uma cabra e logo ser acusado por tirar a vida a um ser vivo? Lembra que, não somos o corpo que utilizamos, este é apenas um veículo! Ao matar o animal não se mata o Ser que habita no corpo. O acto de matar implica interromper uma corrente de consciência na Consciência Absoluta.
         
A PROFISSÃO DO AÇOUGUEIRO É PROIBIDA NO DHARMA (ORDEM NA CONSCIÊNCIA SUPERIOR).
        
O buscador iluminado está libertado da ignorância e transcendeu a consciência objecto-sujeito. Conhece a sua própria mente e a dos demais. Vive consciente na autêntica Essencialidade.
Agora sendo coerente e consciente pode viver e sentir que a Realidade é apenas CONSCIÊNCIA.
           
O NÃO-DUALISMO liberta-te do sofrimento, ao perceber que a dor é criada na errónea identificação com as formas criadas na mente. Ao viver em Consciência “Aqui e Agora” flui a compreensão, a coerência e a harmonia (AMOR INCONDICIONAL), o qual te liberta de todo o tipo de sofrimento.
OM TAT SAT
Felipe Santiago   

domingo, 11 de novembro de 2012

SENTIR MAIS ALÉM DE MAYA


Quem tem dito que não o sente? Observa se és o “Eu” identificado, a Maya-ilusão ou se és o “Eu” em comunhão consciente no Absoluto. Há que transcender o “Eu” ilusório para assim poder perceber o ”Eu Absoluto”.

Auto-indagação: recorda que o que nasce, morre. Se  o que se alcança não é eterno, não merece a pena. Portanto, o que procuramos não é algo que surja como novo, mas apenas aquilo que é eterno, situação de que não somos conscientes disso devido aos apegos e erróneas identificações egóicas. Não percebemos o Eterno devido a Maya-ignorância. A identificação com a ignorância impede a experiência consciente daquilo que sempre “És”. Liberta-te de Maya-ignorância e sente o fluir fractal Holográfico do Universo dentro de ti.

Procura a origem da mente, “a ver o que encontras”. Hás-de ser consciente de que a mente não existe (MAYA-ILUSÃO).

Liberta-te do apego condicionado à mente (aquilo que não é) e percebe como aquilo que sempre “É” se ocupa de si mesmo.

Mais além da limitação de Maya, (corpo físico, corpo emocional, corpo mental), o “Eu Sou o  que Sou” é Eterno. “Aqui e Agora”, podemos senti-lo.

OM TAT SAT

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ADN e as Mudanças Vibracionais

Na existência, quanto mais identificação com Maya-Ilusão houver, mais desenvolvimento do Ego existe.

Na existência, quanto mais “ego-apego” houver, mais desenvolvimento de crenças existe (religiosas e científicas).

Na existência, quanto mais dogma mental houver, mais tendências e desenvolvimento de hábitos erróneos existem.  

Na existência, quanto mais erros (físicos, emocionais, mentais) houverem, mais desenvolvimento de fanatismo existirá.

Na existência, quanto mais fanatismo houver, mais vivência de sofrimento haverá.

Sofrimento e Harmonia são criados na mente. Todo o excesso de identificação na mente envolve a ausência de SER, (sofrimento).

Recorda  “Ser-Consciência” é vivência do Subtil, o qual te liberta das manifestações ilusórias da mente (Harmonia).

OBSERVA O PROCESSO:

- In-formação (Observador-Éter), consequência subatómica-quántica.
- Mente e cérebro (energia-órgão), consequência electro-química.
- Sistema endócrino e emoções (estado funcional), consequência neuro-hormonal.
- Pensamento incoerente (sintoma-órgão), consequência desequilibrio orgânico.
- Manifestação e dor (órgão-reequilíbrio), consequência lesão física.

VIVER EM INTUIÇÃO

Hoje sabemos que o coração parece receber esta informação “intuitiva” antes que o cérebro. Isto parece sugerir que o campo do coração se pode associar a um campo energético mais subtil que contém informação sobre objectos e eventos remotos no espaço ou no futuro. Chamado “domínio espectral” por Kart Pribam e outros, o que seria um arranjo fundamental de energia potencial que unifica o espaço e o tempo, pensando-se que seria a base para a nossa consciência como um Todo.

Respirando com Atitude, enfoca-se no coração e no plexo solar, enquanto respira com uma atitude positiva. O coração automaticamente harmonizará a energia entre o coração, mente e corpo, incrementando a consciência e a claridade.

Os efeitos da coerência psicofisiológica incluem: um incremento na sincronização entre as brechas entre dois sistemas nervosos autónomos, uma alteração no equilíbrio autónomo visando incrementar a actividade parassimpática, um aumento na sincronização entre o coração e cérebro, um aumento na ressonância vascular, e um entendimento oscilatório entre diversos sistemas fisiológicos.

As células dos vossos corpos, como os cientistas descobriram, têm uma grande quantidade do que se denominou como ADN “lixo". Bem, Deus não cria ADN “lixo”, e talvez por isso, é aparentemente ADN inutilizado que está simplesmente sendo activado no vosso crescimento em  consciência de Deus.

Tudo está a alterar-se. Nada morrerá nem será destruído, porque estamos a mover-nos juntos para novos estados de Ser.

OM TAT SAT