quinta-feira, 8 de agosto de 2013

UM LUGAR SEM PESSOAS

Poucas pessoas sabem que, quando o Parque Nacional do Serengeti - a mais famosa reserva natural do Mundo - foi criado na década de 50/60, os povos indígenas que viviam ali em harmonia, pelo menos 3.000 anos, foram obrigados a saírem do seu território.
Cinquenta anos depois, o governo da Tanzânia, a indústria do turismo, continuam a avançar com a ideia de que os povos Maasai são intrusos em sua própria terra ancestral.
*by Andreas Apostolidis / Anemon Productions.

VIVER O AMOR LIBERTA O SER

Que libertação saber que a atitude de Amor vence sempre ao rancor e ao ódio.
No aquietamento da mente, o silêncio do Vazio Quântico penetra “Tudo”. Por isso sei que o que chamamos mente, é uma conceptualização errónea na limitada percepção sensorial dos sentidos. Esta limitação condiciona o que chamamos ego, e assim nas crenças repetimos constantemente os apegos e desejos criados em Maya-Ilusão.
Hoje sou consciente e vivo em harmonia com a não-acção. Saber quem é o “Criador” liberta-nos do apego erróneo de pensar que somos nós os que criamos.
A sabedoria real não está nas palavras  mas sim no silêncio que existe entre elas. Por esse motivo o homem sábio, realizado, dá os ensinamentos sem palavras. Assim não é o criador de novos dogmas.
Na loucura de Maya-ignorância todos se esforçam e lutam por conseguir e acumular coisas, e todavia não são conscientes da eficácia na não-acção. E muito poucos no mundo chegam a compreendê-lo.
Isso demonstra como o Amor a “Aquele que sempre É” é Eterno, está além do tempo e do espaço. Não pode ser de outra maneira quando ele forma parte do teu coração. 
OM TAT SAT - RAMALA SHIVA

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

SIMPLESMENTE JUSTIÇA

A atitude equilibrada possibilita a absorção de uma boa vibração, a qual hoje sabemos que ao estar mais positivos atraímos, também, maior bem-estar às nossas vidas.
Com sábia harmonia equilibra-se o correcto funcionamento dos órgãos do corpo, tendo como consequência a manifestação de saúde.
Com sábia intencionalidade no caminho da vida são superados os diferentes obstáculos. (Maya-ignorância).

Com sábia quietude mental e a não-acção conquista-se o mundo.
Isto que implica?  Auto-indagação consciente!
Com a imposição de limitações e proibições na sociedade actual, temos como consequência os cortes na liberdade do indivíduo e restrições na sua economia, os quais irão resultar em estado de pobreza e sofrimento.
Também há a possibilidade que a massa social produza uma verdadeira mudança individual e colabore na transformação do modelo actual.
A história ensina-nos que quanta mais repressão, mais gastos militares, mais alterações sociais têm ocorrido na sociedade.
Os factos parecem confirmar que quanta mais astúcia e corrupção correspondente, mais atitudes estranhas ocorrem e todas elas longe do verdadeiro interesse popular. As pessoas simplesmente querem justiça e não corrupção.
É bem sabido que quanto mais leis, decretos, impostos, mais ladrões e corruptos aparecem. 
Por isso nos tempos actuais não há que fazer aquilo que não é justo. Por exemplo: pagar a corruptos ou ladrões, (políticos e banqueiros) .. então a vida social se equilibra. Deixemos fluir a vida e deixemos que às pessoas também flua. Na profunda e harmónica quietude tudo melhora (por quietude se entende acção consciente). Não especulemos mais com a vida de ninguém e assim a sociedade é harmonizada. Não pratiquemos mais violência sobre os seres sencientes, assim o amor se manifesta no coração  Vive em harmonia e equilíbrio com a natureza.
Liberta-te do desejo e dos apegos (materiais-emocionais-mentais), na simplicidade e colaboração de uns com os outros, a sociedade torna-se mais simples e a convivência mais harmoniosa.
OM TAT SAT - RAMALA SHIVA

terça-feira, 9 de julho de 2013

ECOS da ALMA

Viver em aquietamento mental, facilita a libertação da criação ilusória,(Maya-Ignorância) dum mundo que erroneamente percebemos e experimentamos como algo separado da sua Essência (Dualidade).
Geralmente falamos de mudança das coisas, buscamos a chamada mudança interior e em algum de nós, também surge o desejo de querer mudar o mundo. Com que facilidade nos esquecemos que “Aquilo que sempre É”, é Eterno, e como tal não é sujeito a mudanças.
As mudanças são produzidas na mente (Maya-Ilusão). O mundo manifestando-se separado, é uma criação na mente. Somos Unidade Fractal Holográfica em interconexão eterna, por isso não procures mais fora, sê apenas consciente em Atman. Verdadeiro “Eu sou o que Sou” sempre presente e sempre o estamos a experimentar, mas apenas se alcança ao tomar autêntica consciência d’ Ele quando se interrompem as tendências auto-limitadoras da Mente.
No Atman não existem sujeitos nem objectos, mas apenas a percepção de ser, e uma vez que se trata de uma percepção consciente também se denomina Consciência.
OM TAT SAT - RAMALA SHIVA

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A NÃO CRIAÇÃO

Os Vedas (livros sagrados) dizem que a primeira coisa que criada foi o Éter, em outros livros sagrados lemos que foi a energia Vital, o Prana, e ainda em outros, a Água.

Sabemos que cada sábio da antiguidade percebeu distintos aspectos da Verdade em diferentes épocas e que cada um deles ressaltou o seu ponto de vista particular.
Então, surge a seguinte questão: Porque te preocupas com as suas declarações contraditórias?
Lembra que, o objetivo essencial dos Vedas é possibilitar-nos a percepção da natureza do Atman, imperecível e ensinar-nos que isso é o que nós somos.
É importante observar que os ensinamentos dos Vedas, servem como explicações para aqueles que vivem identificados a Maya-Ilusão e sentem a necessidade de voltar à génese das coisas.

Convém recordar que aquilo que percebemos e chamamos mundo, aparece quando existimos identificados com a Mente, quando acordamos a cada dia. É evidente que o mundo é criado pelos pensamentos. Os pensamentos são projecções que criam Maya-Ilusão.
Inicialmente, o pensamento cria a identificação chamada “eu egóico” e depois o mundo que pensa que o rodeia. O mundo cria o  “Eu”, o qual por sua vez surge do Atman.
Resolvemos o mistério da criação do mundo quando resolvemos o mistério da criação do “Eu” Por isso, o que verdadeiramente nos liberta, é descobrir o nosso próprio Atman.

Quem é aquele que pergunta sobre “a existência do mundo”? Aquele que pergunta é quem debv estabelecer a relação entre o mundo e ele mesmo. Devemos saber admitir que o mundo é uma criação da nossa mente (Maya-Ilusão). Um exemplo: a quantidade de informação que chega ao cérebro proveniente dos órgãos dos sentidos é de 11 milhões de bits por segundo, mas a capacidade de informação da nossa consciência não ultrapassa os 45 bits por segundo.
Isto significa que a grande maioria da nossa actividade cerebral é inconsciente. No entanto, o chamado eu consciente pensa que tudo o que sucede está debaixo da iluminação da consciência. Da mesma forma que não se pôde constatar a existência desse eu, em nenhuma parte do cérebro, é muito provável que a liberdade seja também uma ilusão, uma construção cerebral, uma vez que essa liberdade está ligada ao consciente.

Outra investigação a ter em conta sobre o livre albítrio: as experiências realizadas por um neurocientífico californiano, Benjamín Libet, levaram-no a concluir que a impressão subjectiva da liberdade de acção não era a causa desta acção, mas sim a sua consequência. Por outras palavras: concluiu que nas suas experiências se mostrava claramente que o cérebro é posto em movimento, quando o sujeito de experimentação realizava o movimento voluntário de um dedo, nada menos que 500 milissegundos (meio segundo) antes de que o sujeito informasse da sua decisão de mover o dedo e 700 milissegundos antes do movimento. Como resultado: tanto o movimento como a impressão subjectiva dependiam de uma actividade cerebral que é muito anterior no tempo e completamente inconsciente. Estas experiências repetiram-se várias vezes em outros laboratórios produzindo sempre os mesmos resultados.

Estas experiências voltaram a ser confirmadas em Leipzig, mas agora a actividade cerebral nos lóbulos frontais elevou-se para 10 segundos antes de que o movimento tivera lugar.

Marvin Minsky, um dos pioneiros da inteligência artificial opina: “Nenhum de nós pensa que o que fazemos depende de processos que não conhecemos. Preferimos atribuir as nossas escolhas à vontade, volição ou autocontrolo… Quem sabe, seria mais honesto dizer: a minha decisão esteve determinada por forças internas que não compreendo”.

Então, surge a seguinte pergunta: Que realidade é a que percebemos? E que apego limitador temos criado, ao qual chamamos mundo-real.

Toda a hipótese sobre a criação do mundo é puramente mental ou intelectual e nada mais.
Hoje sei que no estado de união consciente con “Aquilo que sempre É”, não existe criação.

Observamos e apegamo-nos ao chamado mundo real porque não somos conscientes de Atman. Quando se é consciente em Atman, não se vive apegado àquilo que percebemos como mundo-real. Portanto “Aqui e Agora” vive em Coerência Fractal Holográfica e sê consciente de que não tem havido nenhuma criação.

OM TAT SAT

RAMALA SHIVA