O CENTRO KAILAS, é um Espaço onde são desenvolvidas actividades em prol da Saúde e Bem-estar, em todas as vertentes: F-M-E-E ... As terapias holísticas são também chamadas de terapias complementares, uma vez que seu objectivo principal é complementar (e não substituir) os métodos de tratamentos tradicionais já existentes no Ocidente.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
WORKSHOP de DANÇAS EUROPEIAS
No próximo dia 19 de OUTUBRO,
iremos promover um Workshop de Danças Europeias, com o objectivo de dar a conhecer um conjunto de Danças do Mundo e o modo de execução de cada uma delas.
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
DESAPEGO é Envolvimento e Intimidade com as coisas como são
“Muitas pessoas ouvem
essa ideia do desapego e pensam que é uma espécie de desassociação“, diz o psicoterapeuta
canadense e professor de Yoga e Budismo Michael Stone, no início desse vídeo de 4min sobre “O Coração
do Desapego” (The
Heart of Non-Attachment). “Não vou me apegar a como as coisas são,
nada pode me abalar, e, de uma certa maneira, eu também pensei que a prática
espiritual, e a meditação especialmente, seria um jeito de me isolar do
sentimento, mas na verdade as coisas não funcionam desse jeito”, diz ele.
Tirando um pouco do materialismo simplista que ficou colado nessa expressão (de
desapego somente ligado à objectos de posse), Michael Stone propõe
uma releitura dessa expressão, do inglês “non-attachment“, dizendo que o desapego é a ideias fixas e a uma mentalidade fechada, justamente para evitar que desapego
seja também só da “parte ruim” da realidade. Assim, desapego seria estar aberto a tudo, uma intimidade e um envolvimento verdadeiros com
todas as coisas.
Desapego, assim, seria apenas soltar
aquilo que foi “pego” de início e mantido “fixo”, como se fosse permanente. Ou
como achamos que deveriam ser. Uma frase do filósofo dinamarquês Søren
Kierkegaard, contida no documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores“,
diz que “Se você me dá um nome, você me nega“. Neste sentido, até um
nome pode significar apego, negação do que é, e pode significar a tentativa de
fixar uma ideia ou um conceito a alguma forma inerentemente
impermanente. Deixar de fixar significaria um desapego, neste caso.
Ou como
diria (e de fato disse, segundo os registos) o sábio indiano Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981),
“não é o que você faz que importa, mas o que você deixa de fazer“. E quem deixa
de fazer somos nós com nossos movimentos mentais de nomeação, conceptualização, fixação e apego. Levado às últimas
consequências, os sábios apontam que o próprio “eu” deve ser
uma ideia ou conceito a ser investigado – e solto.
“Iluminação é intimidade com todas as coisas”.
Mestre Dogen (1200-1253)
in dharmalog
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
“Mundos Interiores Mundo Exteriores” - Além do Pensar, Além do Desejar, em direcção ao Despertar
“Pensar é apenas uma
ferramenta. Um dos seis sentidos. Mas o elevamos a um estado tão superior que
nos identificamos por nossos pensamentos. O motivo de não identificarmos o
pensamento como um dos seis sentidos é bem significativo. Estamos tão imersos
em nossos pensamentos que tentar explicá-lo como um sentido é como comentar com
um peixe sobre a água. Água, que água?” - trecho do capítulo
final, “Além do Pensar“, do documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores”
O quarta e último capítulo do documentário “Mundos
Interiores Mundo Exteriores” (Inner Worlds Outer Worlds,
2012), é intitulado “Além do Pensar” e e faz exactamente isso: questiona
o paradigma predominante do próprio pensar, acção chefe da existência
humana dos nossos tempos e método padrão para a percepção e compreensão mundo,
que fez da mente e de suas limitações um dos obstáculos principais dessa
própria existência. Para isso, esse capítulo tem que trazer assuntos como a
neuroplasticidade, a percepção dos sentidos e se torna também um dos mais
filosóficos, citando o Samsara e o despertar budistas, trazendo versos inteiros
dos Upanishades indianos e terminando com uma visão construtiva de
um possível novo e simples paradigma (de um designer e engenheiro
visionário), numa citação de Buckminster Fuller.
Para muitas pessoas, questionar o
pensamento é inadmissível, é como questionar a inteligência. Ou
como se isso fosse um pedido de abandono do raciocínio e do seu legado — de
filosofia, de descobertas científicas e tecnológicas, etc. Mas não são coisas
excludentes, talvez precisem apenas de uma perspectiva diferente e de uma nova
relação entre si. “Uma mente calma é tudo o que você precisa para compreender a
natureza do fluxo. Todo o resto acontece assim que sua mente aquietar“,
afirma o documentário. Talvez não seja tão simples (talvez seja), mas embora
corra esse risco de simplificar (e simplifica arriscadamente em algumas
afirmações), o documentário chega a uma “ponto de tensão” interessante e
necessário, que pede nossa consideração. (in dharmalog)
“E então, qual a alternativa ao pensamento? Que outro mecanismo os humanos podem usar para existirem nesse planeta? Enquanto a cultura ocidental nos últimos séculos focou-se na exploração do físico usando o pensamento e a análise, outras culturas antigas desenvolveram tecnologias igualmente sofisticadas para explorarem o espaço interior.” - trecho do capítulo final, “Além do Pensar“, do documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores”
“Mundos Interiores Mundo Exteriores” - a Serpente e a Lótus, o supremo fenómeno "escondido" no corpo humano
Imerso em simbolismos, iconografias e nos
significados das energias latentes do corpo humano que levam o homem ao pleno
conhecimento de si mesmo, o terceiro capítulo do documentário “Mundos Interiores Mundo
Exteriores” (Inner Worlds Outer Worlds), sai um pouco do espaço sideral e
mergulha na Kundalini e na Iluminação, fazendo um passeio histórico do Neolítico ao Eckhart Tolle,
passando fortemente pelo Egito e pela Índia do Yoga.
“Tanto
Cristo quanto Buda tiveram de livrar-se da tentação dos prazeres
sensoriais e apegos mundanos. Em ambas as histórias, o demónio é a
personificação de seus próprios apegos. Se lermos a história de Adão e Eva sob a luz das
tradições védicas e egípcias, descobriremos que a serpente que protege a
árvore da vida é a Kundalini. A maçã representa o encanto e a tentação do mundo sensorial
externo, nos distraíndo do conhecimento do mundo interior, a árvore
do conhecimento interior. A árvore é apenas a rede de Nadis ou os meridianos de
energia dentro de nós mesmo, os quais formam, literalmente, estruturas em
forma de árvore por todo nosso corpo. Em nossa busca egóica por gratificação
externa, acabamos por nos segregar do conhecimento do mundo interior.” - trecho de “A Serpente e A Lótus“, terceiro capítulo de “Mundos
Internos Mundos Externos” (in dharmalog)
“Quando se olha muito tempo para um abismo, eventualmente descobrirá que o abismo olha para você de volta.” - Friedrich Nietzsche, citado em “A Serpente e A Lótus”, terceiro capítulo de “Mundos Internos Mundos Externos”
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
“Mundos Externos, Mundos Internos” - A Espiral, os misteriosos padrões matemáticos e energéticos do Universo
Esta segunda parte é intitulada “A Espiral” e trata dos possíveis significados da
quase omnipresença das espirais no universo, além de assuntos directamente relacionados
como Auto-similaridade, Proporção Áurea (Golden Ratio), a
Sequência de Fibonacci, a Millenium Run, as biosferas geodésicas de Fuller, as
escalas fractais, a ciência chinese de Li, os chakras, o Prana, Chi, Nadis, a
Kundalini, a força energética do Hara no ser humano, o símbolo do yin-yang entre outros padrões e
maravilhas matemáticas e energéticas da natureza macro e microscópica. E traz
uma incansável série de exemplos da natureza e do universo que são feitos em
espiral, como os caracóis, brócolos pinhas, girassóis, cactos, flocos de neve,
DNA, até microorganismos como as diatomáceas. De passagem, cita Platão, Pitágoras,
Buckminster Fuller (espiral
é “o formato mais eficiente que requer a menor quantidade de energia
necessária”) e de novo Goethe, Einstein e William Blake.
“Um gafanhoto não tem
outra opção a não ser agir como um gafanhoto. Jamais fará mel ou polinizará
plantas como as abelhas fazem. O comportamento de um gafanhoto é rígido,
mas um ser humano é único nesse sentido, podemos agir como uma abelha ou como
um gafanhoto. Somos livres para mudar e manipular os padrões que interagimos
com o mundo. Podemos viver em simbiose ou como um parasita.” - trecho de “A Espiral“, segunda parte do documentário “Mundos Externos, Mundos
Internos”
Na maior parte do
tempo, esta segunda parte talvez pareça um pouco menos espetacular que a
primeira, embora tenha seu grau de assombro e maravilhamento. O desfecho, no entanto, guarda sua força e um especial fascínio,
trazendo o poder último do Yoga, da meditação e das energias
humanas em total equilíbrio com a vida.
“A mentalidade egóica
que foca no mundo exterior é o que impede você de experimentar sua
verdadeira natureza vibratória interior. Quando a consciência é voltada
para dentro, ela se assemelha aos raios do sol e a lótus interna começa a
crescer. Conforme a Kundalini desperta em nosso interior, começamos a perceber
os sinais da espiral em todas as coisas. Em todos os padrões internos e externos. Essa
espiral é o elo entre nossos mundos internos e nossos mundos externos.” - trecho de ”A Espiral“, segunda parte do documentário “Mundos Externos, Mundos Internos” (in dharmalog)
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