quinta-feira, 19 de setembro de 2013

WORKSHOP de DANÇAS EUROPEIAS



No próximo dia 19 de OUTUBRO, iremos promover um Workshop de Danças Europeias, com o objectivo de dar a conhecer um conjunto de Danças do Mundo e o modo de execução de cada uma delas. 
  
A dança, tal como acontece com todas as tradições populares, é sempre associada a ocasiões de alegria para a comunidade e relacionada com actividades típicas tais como festas, rituais e cerimónias populares como o casamento, passagens de ano, rituais de circuncisão, ambientes de trabalho como a plantação, colheita, pesca e caça. A dança é usada, desde tempos remotos, como forma de partilha e de comunicação entre o individuo. Actualmente a cultura tradicional evoluiu e as chamadas Danças do Mundo ganham vida em bailes e festivais, procurando-se desta forma a promoção da recuperação de um património antigo muito rico, um reencontro entre o passado e a tradição contemporânea.

Vem disfrutar da alegria contagiante que as Danças do Mundo 
são capazes de transmitir.
Fica aqui um exemplo das danças que poderás aprender neste workshop: Danças Francesas, Irlandesas, Alemãs, Italianas, Polacas, Escocesas, Israelitas e até mesmo Danças Renascentistas.
Workshop de Danças Europeias, por Liliana Rodrigues*
Nível:  para todas as idades
Data – 19 de Outubro no Centro Kailas -  das 15h às 17h  
Valor do Workshop – centrokailas.viseu@gmail.com
A inscrição é validada com o pagamento da totalidade ou 50% do valor
- Inscrições até dia 17 de Outubro
NOTA: o workshop só se realizará com o número mínimo de 7 inscrições

Se não sabem os passos e as coreografias das Danças Tradicionais Europeias, têm aqui uma excelente oportunidade para aprender. As danças tradicionais europeias são um contributo para a recuperação de um património ancestral rico, ao mesmo tempo que promovem o diálogo intergeracional e intercultural e contribuem para o fortalecimento do espírito comunitário. 

*Liliana Rodrigues, licenciada em Teatro e Educação, já trabalhou em alguns projectos onde acumulou experiência de actriz e de produção. “A Comédia do Verdadeiro Santo António que Livrou seu Pai da Morte em Lisboa” encenação do GEFAC (2007); “Que o Diabo seja Cego, Surdo e Mudo” encenação de André Paes Leme (2011); “Tomai lá do O`Neill” encenação de Filomena Oliveira (2011), “Teatro de Fachada” pela Associação Cultural Zunzum (2013) são um cheirinho das peças onde foi participante. Para completar a formação participou na Oficina de “Teatro Visual” orientada por Marta Silva e Lira Keil Amaral, no Teatro Viriato (2004) também teve formação “24 horas com a Viv`arte”, pela companhia de Teatro Viv`arte (2010).
Outra das suas paixões é a dança tradicional. Desde que o festival Andanças rumou até São Pedro do Sul, sua terra natal, os seus pés não deixaram de bailar. Até agora tem frequentado o maior número de workshops que consegue tanto de danças do mundo, como europeias e tradicionais portuguesas. Com formação prática em danças tradicionais, monitorizou alguns workshops enquanto membro do Colectivo Rodobalho (Coimbra). Orientou em bailes as danças do grupo tradicional Ventos da Líria, natural de Castelo Branco, e deu workshops de dança a alunos de teatro em Coimbra na escola Silva Gaio. Ainda por Coimbra, onde estudou, não passou ao lado o GEFAC, tanto no teatro como nas suas danças, onde aprendeu a quadrilha, senhor galandum, chula ou o pingacho.
Em Setembro de 2013 foi monitora da disciplina de Danças Tradicionais Europeias na Lousã Dance Summer School actividade organizada pela Academia de Bailado da Lousã.
O espectáculo mais recente que fez foi de dança contemporânea intitulado “Heaven: Ou ainda tu” (Junho de 2013), coreografado por André Mesquita numa produção do Teatro Viriato. Com a sua experiência nestas áreas pretende, com profissionalismo, criar laços culturais que abram caminhos para aprendizagem, a partilha, o bem-estar e troca de sorrisos. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

DESAPEGO é Envolvimento e Intimidade com as coisas como são

“Muitas pessoas ouvem essa ideia do desapego e pensam que é uma espécie de desassociação“, diz o psicoterapeuta canadense e professor de Yoga e Budismo Michael Stone, no início desse vídeo de 4min sobre “O Coração do Desapego” (The Heart of Non-Attachment). “Não vou me apegar a como as coisas são, nada pode me abalar, e, de uma certa maneira, eu também pensei que a prática espiritual, e a meditação especialmente, seria um jeito de me isolar do sentimento, mas na verdade as coisas não funcionam desse jeito”, diz ele. Tirando um pouco do materialismo simplista que ficou colado nessa expressão (de desapego somente ligado à objectos de posse), Michael Stone propõe uma releitura dessa expressão, do inglês non-attachment, dizendo que o desapego é a ideias fixas e a uma mentalidade fechada, justamente para evitar que desapego seja também só da “parte ruim” da realidade. Assim, desapego seria estar aberto a tudo, uma intimidade e um envolvimento verdadeiros com todas as coisas.
Desapego, assim, seria apenas soltar aquilo que foi “pego” de início e mantido “fixo”, como se fosse permanente. Ou como achamos que deveriam ser. Uma frase do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, contida no documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores“, diz que “Se você me dá um nome, você me nega“. Neste sentido, até um nome pode significar apego, negação do que é, e pode significar a tentativa de fixar uma ideia ou um conceito a alguma forma inerentemente impermanente. Deixar de fixar significaria um desapego, neste caso.
Ou como diria (e de fato disse, segundo os registos) o sábio indiano Sri Nisargadatta Maharaj (1897-1981), “não é o que você faz que importa, mas o que você deixa de fazer“. E quem deixa de fazer somos nós com nossos movimentos mentais de nomeação, conceptualização, fixação e apego. Levado às últimas consequências, os sábios apontam que o próprio “eu” deve ser uma ideia ou conceito a ser investigado – e solto.

“Iluminação é intimidade com todas as coisas”.
 Mestre Dogen (1200-1253)

       in dharmalog

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

“Mundos Interiores Mundo Exteriores” - Além do Pensar, Além do Desejar, em direcção ao Despertar

“Pensar é apenas uma ferramenta. Um dos seis sentidos. Mas o elevamos a um estado tão superior que nos identificamos por nossos pensamentos. O motivo de não identificarmos o pensamento como um dos seis sentidos é bem significativo. Estamos tão imersos em nossos pensamentos que tentar explicá-lo como um sentido é como comentar com um peixe sobre a água. Água, que água?” - trecho do capítulo final, “Além do Pensar“, do documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores”

O quarta e último capítulo do documentário “Mundos Interiores Mundo Exteriores” (Inner Worlds Outer Worlds, 2012), é intitulado “Além do Pensar” e e faz exactamente isso: questiona o paradigma predominante do próprio pensar, acção chefe da existência humana dos nossos tempos e método padrão para a percepção e compreensão mundo, que fez da mente e de suas limitações um dos obstáculos principais dessa própria existência. Para isso, esse capítulo tem que trazer assuntos como a neuroplasticidade, a percepção dos sentidos e se torna também um dos mais filosóficos, citando o Samsara e o despertar budistas, trazendo versos inteiros dos Upanishades indianos e terminando com uma visão construtiva de um possível novo e simples paradigma (de um designer e engenheiro visionário), numa citação de Buckminster Fuller.

Para muitas pessoas, questionar o pensamento é inadmissível, é como questionar a inteligência. Ou como se isso fosse um pedido de abandono do raciocínio e do seu legado — de filosofia, de descobertas científicas e tecnológicas, etc. Mas não são coisas excludentes, talvez precisem apenas de uma perspectiva diferente e de uma nova relação entre si. “Uma mente calma é tudo o que você precisa para compreender a natureza do fluxo. Todo o resto acontece assim que sua mente aquietar“, afirma o documentário. Talvez não seja tão simples (talvez seja), mas embora corra esse risco de simplificar (e simplifica arriscadamente em algumas afirmações), o documentário chega a uma “ponto de tensão” interessante e necessário, que pede nossa consideração. (in dharmalog)

“E então, qual a alternativa ao pensamento? Que outro mecanismo os humanos podem usar para existirem nesse planeta? Enquanto a cultura ocidental nos últimos séculos focou-se na exploração do físico usando o pensamento e a análise, outras culturas antigas desenvolveram tecnologias igualmente sofisticadas para explorarem o espaço interior.” - trecho do capítulo final, “Além do Pensar“, do documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores”

“Mundos Interiores Mundo Exteriores” - a Serpente e a Lótus, o supremo fenómeno "escondido" no corpo humano

Imerso em simbolismos, iconografias e nos significados das energias latentes do corpo humano que levam o homem ao pleno conhecimento de si mesmo, o terceiro capítulo do documentário “Mundos Interiores Mundo Exteriores” (Inner Worlds Outer Worlds), sai um pouco do espaço sideral e mergulha na Kundalini e na Iluminação, fazendo um passeio histórico do Neolítico ao Eckhart Tolle, passando fortemente pelo Egito e pela Índia do Yoga.

“Tanto Cristo quanto Buda tiveram de livrar-se da tentação dos prazeres sensoriais e apegos mundanos. Em ambas as histórias, o demónio é a personificação de seus próprios apegos. Se lermos a história de Adão e Eva sob a luz das tradições védicas e egípcias, descobriremos que a serpente que protege a árvore da vida é a Kundalini. A maçã representa o encanto e a tentação do mundo sensorial externo, nos distraíndo do conhecimento do mundo interior, a árvore do conhecimento interior. A árvore é apenas a rede de Nadis ou os meridianos de energia dentro de nós mesmo, os quais formam, literalmente, estruturas em forma de árvore por todo nosso corpo. Em nossa busca egóica por gratificação externa, acabamos por nos segregar do conhecimento do mundo interior.” - trecho deA Serpente e A Lótus“, terceiro capítulo de “Mundos Internos Mundos Externos” (in dharmalog)

“Quando se olha muito tempo para um abismo, eventualmente descobrirá que o abismo olha para você de volta.” - Friedrich Nietzsche, citado em “A Serpente e A Lótus”, terceiro capítulo de “Mundos Internos Mundos Externos”

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

“Mundos Externos, Mundos Internos” - A Espiral, os misteriosos padrões matemáticos e energéticos do Universo

Esta segunda parte é intitulada “A Espirale trata dos possíveis significados da quase omnipresença das espirais no universo, além de assuntos directamente relacionados como Auto-similaridade, Proporção Áurea (Golden Ratio), a Sequência de Fibonacci, a Millenium Run, as biosferas geodésicas de Fuller, as escalas fractais, a ciência chinese de Li, os chakras, o Prana, Chi, Nadis, a Kundalini, a força energética do Hara no ser humano, o símbolo do yin-yang entre outros padrões e maravilhas matemáticas e energéticas da natureza macro e microscópica. E traz uma incansável série de exemplos da natureza e do universo que são feitos em espiral, como os caracóis, brócolos  pinhas, girassóis, cactos, flocos de neve, DNA, até microorganismos como as diatomáceas. De passagem, cita Platão, Pitágoras, Buckminster Fuller (espiral é “o formato mais eficiente que requer a menor quantidade de energia necessária”) e de novo Goethe, Einstein e William Blake.

“Um gafanhoto não tem outra opção a não ser agir como um gafanhoto. Jamais fará mel ou polinizará plantas como as abelhas fazem. O comportamento de um gafanhoto é rígido, mas um ser humano é único nesse sentido, podemos agir como uma abelha ou como um gafanhoto. Somos livres para mudar e manipular os padrões que interagimos com o mundo. Podemos viver em simbiose ou como um parasita.” - trecho de “A Espiral“, segunda parte do documentário “Mundos Externos, Mundos Internos”

Na maior parte do tempo, esta segunda parte talvez pareça um pouco menos espetacular que a primeira, embora tenha seu grau de assombro e maravilhamento. O desfecho, no entanto, guarda sua força e um especial fascínio, trazendo o poder último do Yoga, da meditação e das energias humanas em total equilíbrio com a vida.

“A mentalidade egóica que foca no mundo exterior é o que impede você de experimentar sua verdadeira natureza vibratória interior. Quando a consciência é voltada para dentro, ela se assemelha aos raios do sol e a lótus interna começa a crescer. Conforme a Kundalini desperta em nosso interior, começamos a perceber os sinais da espiral em todas as coisas. Em todos os padrões internos e externos. Essa espiral é o elo entre nossos mundos internos e nossos mundos externos.” - trecho de ”A Espiral“, segunda parte do documentário “Mundos Externos, Mundos Internos” (in dharmalog)